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Câncer de pele em Vitória ES: como reconhecer, quando procurar e como é o diagnóstico

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e, na maioria das vezes, aparece como uma lesão que muda: uma pinta que cresce ou muda de cor, uma ferida que não cicatriza, uma casquinha que sangra e volta. Quando é identificado cedo, o tratamento costuma ser mais simples. A avaliação médica é o que define o diagnóstico.

 

Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 30 de agosto de 2026.

 

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O que é o câncer de pele e por que ele é tão comum no Brasil

Câncer de pele é o crescimento descontrolado de células da pele. O tipo de célula que se multiplica define o tipo de tumor: as células basais e as escamosas dão origem aos carcinomas — reunidos sob o nome de câncer de pele não melanoma—, e os melanócitos, que produzem o pigmento da pele, dão origem ao melanoma. Para entender onde cada uma dessas células fica, vale ler sobre as camadas da pele e suas funções.

 

Na Estimativa 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta 263.280 casos novos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de melanoma por ano no Brasil — o não melanoma é o câncer mais incidente em ambos os sexos e em quase todas as regiões.

 

No Espírito Santo, a estimativa do INCA para 2026 é de 6.740 casos novos de câncer de pele não melanoma e 190 de melanoma — uma incidência acima da média do país: 162 casos por 100 mil habitantes aqui, contra 123 no Brasil. A explicação é geográfica: vivemos numa faixa litorânea, com sol forte o ano inteiro, praia perto de casa e boa parte da população trabalhando ou se exercitando ao ar livre. A radiação ultravioleta é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele, e a exposição é cumulativa: soma o sol de todos os verões da vida.

 

Os três tipos mais comuns de câncer de pele

 

Carcinoma basocelular (CBC)

É o câncer de pele mais frequente. Costuma surgir em áreas cronicamente expostas ao sol — nariz, orelhas, face, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas — e cresce lentamente, em geral sem se espalhar para outros órgãos. A apresentação clássica é uma pápula (elevação) rosada ou perolada, brilhante, com pequenos vasos na superfície, que às vezes forma crosta central, sangra com facilidade e cicatriza só pela metade. Baixa letalidade não significa que dê para esperar: quando cresce, o basocelular invade em profundidade, e a cirurgia para removê-lo pode deixar sequelas em áreas delicadas do rosto.

 

Carcinoma espinocelular (CEC)

Nasce nas células escamosas, nas camadas mais superficiais da pele, e é o segundo tipo mais comum. Predomina em áreas expostas ao sol, mas também aparece em lábios, orelhas, dorso das mãos, cicatrizes antigas e feridas crônicas. A lesão típica é avermelhada, endurecida, áspera ou descamativa, às vezes parecida com uma verruga, que sangra e não cicatriza. Diferentemente do basocelular, tem potencial de disseminação — o que torna o diagnóstico precoce ainda mais relevante.

 

Melanoma

É o menos frequente dos três e o de maior gravidade, porque pode se disseminar precocemente. Surge sobre uma pinta preexistente ou em pele antes normal, e o sinal de alerta costuma ser a mudança: a lesão cresce, muda de cor, ganha bordas irregulares, coça ou sangra. Detectado cedo, o cenário é outro — segundo a Academia Americana de Dermatologia (AAD), a sobrevida em cinco anos é de 99% quando o melanoma é encontrado e tratado antes de atingir os linfonodos, cai para 76% quando já atingiu linfonodos próximos e para 35% quando há disseminação a distância.

 

A diferença de gravidade entre os três aparece com clareza quando se comparam casos e óbitos no Brasil: o melanoma responde por 9.360 dos casos novos estimados por ano e causou 2.047 mortes em 2023; o não melanoma, com 263.280 casos, causou 3.541. Em números absolutos o não melanoma mata mais, porque é dezenas de vezes mais frequente — mas, proporcionalmente, o melanoma é de longe o mais letal.

 

Como reconhecer: a regra ABCDE

A regra ABCDE é o roteiro mais usado para observar pintas e manchas escuras. Ela não faz diagnóstico — serve para identificar o que precisa ser mostrado a um dermatologista. Conforme a AAD:

 

  • A — Assimetria: uma metade da lesão é diferente da outra.
     

  • B — Bordas: contorno irregular, recortado ou mal definido.
     

  • C — Cor: mais de um tom na mesma lesão — castanho, preto, ou áreas brancas, vermelhas e azuladas.
     

  • D — Diâmetro: em geral maior que 6 milímetros (o tamanho de uma borracha de lápis), embora melanomas possam ser diagnosticados menores.
     

  • E — Evolução: a lesão está mudando de tamanho, forma, cor, ou passou a coçar e sangrar.

 

Vale acrescentar um critério prático: quem tem muitas pintas costuma tê-las parecidas entre si — a que destoa das demais merece avaliação, mesmo sem preencher todas as letras do ABCDE.

 

Nem todo câncer de pele parece uma pinta

Essa é a confusão mais comum no consultório: a regra ABCDE foi pensada para o melanoma, o tipo menos frequente. Os carcinomas, que respondem pela maior parte dos casos, costumam se manifestar de outro jeito:

 

  • Ferida que não cicatriza: lesão que sangra, forma crosta, parece melhorar e volta a abrir, por mais de quatro a seis semanas.
     

  • Casquinha ou "espinha" que não some: persiste no mesmo lugar por meses, em geral no rosto, nas orelhas ou no couro cabeludo.
     

  • Mancha áspera e persistente: área avermelhada, descamativa e rugosa ao toque em pele com dano solar — as ceratoses actínicas, lesões pré-cancerosas que podem evoluir para carcinoma espinocelular.
     

  • Nódulo perolado: elevação brilhante, translúcida, com pequenos vasos visíveis na superfície.

 

Há ainda um melanoma que escapa do ABCDE: o nodular e o amelanótico costumam ser simétricos, de borda regular e de cor única — às vezes rosados ou cor da pele, sem pigmento nenhum. Para eles vale outro roteiro, o EFG: lesão Elevada, Firme ao toque e em crescimento (growing) contínuo por mais de um mês merece avaliação, mesmo passando ilesa por todas as letras do ABCDE.

 

Na direção oposta, há lesões benignas muito comuns que assustam sem necessidade — como a dermatose papulosa nigra, as lesões de milium e as verrugas. Distinguir umas das outras a olho nu, sem exame, é exatamente o que ninguém deveria tentar fazer sozinho em casa. Sobre vermelhidão persistente na face, leia também a página de rosácea.

 

Câncer de pele em pele negra e parda: onde ele costuma aparecer

Existe um mito perigoso de que pele mais pigmentada não desenvolve câncer de pele. A melanina oferece proteção parcial contra a radiação ultravioleta e, de fato, a incidência é bem menor — mas o desfecho tende a ser pior, porque o diagnóstico costuma chegar tarde. A AAD é direta: em pessoas de pele mais escura, o câncer de pele frequentemente já está avançado quando é diagnosticado, e aparece em áreas que recebem pouco ou nenhum sol — palmas das mãos, plantas dos pés, dedos, unhas, boca e região genital.

 

O padrão da doença por aqui reforça o alerta. O melanoma lentiginoso acral — o subtipo mais associado a palmas, plantas e unhas — responde por cerca de 7% dos melanomas na América Central e do Sul, contra menos de 2% no conjunto dos 59 países analisados no estudo CONCORD-3, publicado no British Journal of Dermatology. E uma das maiores coortes brasileiras sobre o tema — 529 pacientes acompanhados no INCA, com espessura de Breslow mediana de 5,0 mm, publicada na Melanoma Research — mostra tumores já espessos no momento do diagnóstico, com a planta do pé como local mais frequente. Os autores atribuem o prognóstico desfavorável em boa parte ao atraso diagnóstico; características do próprio tumor também pesam.

 

Na prática, o que observar:

 

  • Plantas dos pés e palmas das mãos: mancha escura, especialmente se estiver crescendo ou mudando de forma.
     

  • Unhas: faixa escura no sentido do comprimento que surge, alarga ou escurece — em especial quando a pigmentação avança para a pele ao redor da unha. Diferentemente de um roxo por trauma, a faixa do melanoma ungueal não "cresce para fora" com a unha. O tema está detalhado na página sobre doenças das unhas; e as manchinhas brancas nas unhas, tão comuns, são outra história e quase sempre benignas.
     

  • Boca e lábios: mancha escura nova ou ferida persistente.

 

Quem tem mais risco

Ter fator de risco não significa que a doença vai aparecer — significa que a vigilância precisa ser maior. Segundo o INCA e as sociedades de dermatologia, pesam mais:

 

  • Pele, olhos e cabelos claros: fototipos I e II, quem se queima com facilidade e bronzeia pouco.
     

  • História pessoal ou familiar: quem já teve um câncer de pele tem mais chance de ter outro; parentes de primeiro grau com melanoma pedem atenção redobrada.
     

  • Muitas pintas ou pintas atípicas: nevos displásicos ou em grande número.
     

  • Sol acumulado e queimaduras: trabalho ao ar livre, esporte na praia e, principalmente, queimaduras com bolhas na infância e adolescência.
     

  • Imunossupressão: transplantados e pessoas em uso de imunossupressores, situação em que o carcinoma espinocelular é bem mais frequente.
     

  • Exposições ocupacionais: arsênio, alcatrão, piche de carvão, óleos minerais não tratados e radiação ionizante estão entre os fatores listados pelo INCA.
     

  • Câmaras de bronzeamento: proibidas no Brasil desde 2009 pela Resolução RDC nº 56 da Anvisa, que vedou importação, comercialização e uso com finalidade estética em todo o território nacional.

 

Como é feito o diagnóstico

 

Exame clínico de toda a pele

A consulta para avaliar lesões de pele não se resume a olhar a mancha que preocupa o paciente. O exame é do corpo inteiro, incluindo couro cabeludo, orelhas, região atrás das orelhas, entre os dedos, plantas dos pés, unhas e áreas cobertas — justamente onde ninguém se enxerga. É comum que a lesão mais relevante da consulta não seja a que motivou a marcação.

 

Dermatoscopia

A dermatoscopia é o exame feito com o dermatoscópio, um aparelho de aumento com luz própria e sistema óptico que reduz o reflexo da superfície, permitindo ver estruturas, cores e padrões de vasos abaixo da camada mais externa da pele. É indolor, não invasivo e feito na própria consulta. O ganho de acurácia é bem documentado: uma revisão sistemática Cochrane de 2018, que reuniu 42.788 lesões, calculou que, para uma mesma especificidade de 80%, a sensibilidade para detectar melanoma foi de 92% com dermatoscopia associada ao exame visual, contra 76 em cada 100 com o exame visual isolado. O mesmo trabalho mostra o outro lado do benefício: a dermatoscopia também reduz a retirada de lesões benignas, evitando cirurgias desnecessárias.

 

Duas ressalvas honestas: o benefício depende de treinamento — nas mãos de examinadores sem formação específica, a dermatoscopia não supera o exame a olho nu; e nenhum exame de imagem substitui a análise do tecido diante de uma lesão suspeita.

 

Biópsia

O diagnóstico de certeza é histopatológico. Quando o exame clínico e a dermatoscopia levantam suspeita, a lesão (ou um fragmento dela) é retirada e enviada para análise ao microscópio, que define se há câncer, qual é o tipo e, no melanoma, a espessura — informação que orienta todo o tratamento seguinte. Não existe exame de sangue, teste caseiro ou aplicativo de celular que substitua essa etapa.

 

Na prática, a Dra. Pauline Lyrio indica a biópsia dentro do acompanhamento clínico, orienta onde e como ela é realizada conforme a lesão e o caso, e acompanha o resultado — veja a página de pequenos procedimentos dermatológicos. O material segue para o laboratório de anatomia patológica, e a conduta é definida quando o laudo chega.

 

E se o diagnóstico se confirmar? O que existe de tratamento

A conduta depende do tipo do tumor, do tamanho, da profundidade, da localização e das condições de saúde de cada pessoa — e é definida após o diagnóstico, não antes. O tratamento padrão da maioria dos casos é a cirurgia, com retirada do tumor e de uma margem de pele sadia; em tumores mal delimitados, recidivados ou em áreas nobres do rosto existe a cirurgia micrográfica de Mohs, que remove por camadas com análise ao microscópio durante o próprio procedimento. Lesões superficiais e pré-cancerosas podem ser tratadas por curetagem com eletrocoagulação, criocirurgia, terapia fotodinâmica ou medicamentos de uso local, e a radioterapia é alternativa em pacientes idosos ou em lesões inoperáveis. No melanoma, as margens são definidas pela espessura do tumor, avalia-se o linfonodo sentinela quando indicado e, nos casos avançados, entram as terapias sistêmicas conduzidas pela oncologia.

 

A atuação da Dra. Pauline no câncer de pele é clínica e diagnóstica: exame de toda a pele, dermatoscopia, indicação de biópsia e acompanhamento do resultado. Casos que exigem cirurgia ou tratamento oncológico são orientados e encaminhados a um serviço especializado, com exame e laudo em mãos, o que costuma encurtar o caminho até o tratamento.

 

Prevenção: o que realmente reduz o risco

A boa notícia do câncer de pele é que o principal fator de risco é evitável — e essa recomendação foi testada em ensaio clínico: no estudo randomizado de Nambour, na Austrália, adultos orientados a usar protetor solar diariamente tiveram 3 melanomas invasivos, contra 11 no grupo de uso livre — uma redução compatível com cerca de 70%, ainda que o número pequeno de casos deixe margem de incerteza —, no seguimento de dez anos após o fim do ensaio, publicado no Journal of Clinical Oncology. As medidas com melhor relação entre esforço e benefício:

 

  • Protetor solar todos os dias: amplo espectro (UVA e UVB), FPS 30 no mínimo, aplicado ainda em casa e reaplicado a cada duas horas em exposição prolongada — ou antes, se houver suor ou banho de mar. A quantidade importa tanto quanto o produto: cerca de uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, na recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Nenhum protetor é à prova d'água.
     

  • Sombra e horário: evitar a exposição direta entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa — recomendação da SBD que, em Vitória, vale o ano inteiro.
     

  • Barreira física: chapéu de abas largas, camiseta, óculos escuros com proteção UV e, nos lábios, protetor labial com FPS — o lábio inferior é área clássica de carcinoma espinocelular.
     

  • Crianças: manter bebês e crianças protegidos do sol; a SBD orienta o uso de filtros solares a partir dos seis meses de idade.
     

  • Nada de bronzeamento artificial: além de proibido no país, o uso de câmaras de bronzeamento antes dos 20 anos pode aumentar em até 47% a chance de desenvolver melanoma, segundo a AAD, e o risco cresce a cada uso.
     

  • Céu nublado não é folga: a radiação ultravioleta atravessa as nuvens, e boa parte da exposição acumulada vem de situações banais — o trajeto para o trabalho, o almoço fora, o treino ao ar livre.

 

Para organizar a rotina na prática, o artigo sobre como proteger a pele dos raios UV e o de cuidados com a pele no verãotrazem o passo a passo.

 

Autoexame: o que olhar em casa — e o que ele não substitui

O autoexame é útil porque a pele é o único órgão que dá para examinar sem equipamento. A AAD orienta uma sequência simples, diante de um espelho de corpo inteiro e com um espelho de mão: frente, costas e laterais com os braços erguidos; antebraços, axilas, palmas e unhas; pernas, plantas dos pés, unhas e espaços entre os dedos; nuca e couro cabeludo, separando os cabelos; por fim, costas e nádegas.

 

O objetivo não é diagnosticar — é notar o que mudou. O exame feito pelo médico tem valor próprio: em estudo populacional australiano com 3.762 casos e 3.824 controles, ter passado por exame clínico de corpo inteiro nos três anos anteriores associou-se a 14% menos chance de o melanoma ser diagnosticado já espesso, chegando a 40% menos nos tumores acima de 3 mm. O mesmo estudo registra a contrapartida honesta: quem faz o exame periódico também recebe mais diagnósticos de melanomas finos — parte deles, provavelmente, lesões que nunca causariam problema. A SBD resume o limite do que se faz em casa: nenhum exame caseiro substitui a consulta e a avaliação médica. E esse esforço, no Brasil, tem escala: pelos mutirões do Dezembro Laranja, a SBD contabiliza mais de 600 mil consultas desde 1999 e mais de 75 mil casos de câncer de pele identificados.

 

Quando procurar o dermatologista sem esperar

  • Lesão que muda: pinta ou mancha que cresce, muda de cor ou de formato.
     

  • Ferida que não cicatriza: em quatro a seis semanas, sobretudo em área exposta ao sol.
     

  • Lesão que sangra ou coça sem motivo: mesmo pequena e sem dor.
     

  • Faixa escura nova em uma unha: principalmente se estiver alargando.
     

  • Mancha escura em palma, planta ou boca: qualquer pigmentação nova nessas áreas.
     

  • Pinta que destoa das outras: a que foge do seu próprio padrão.

 

E uma observação sobre sintomas: o câncer de pele, em geral, não dói. Esperar a lesão doer para procurar avaliação é o erro mais comum — e o que mais custa tempo.

 

Perguntas frequentes sobre câncer de pele

 

Toda pinta que muda é câncer de pele?

Não. Pintas mudam por motivos benignos ao longo da vida, especialmente na adolescência e na gestação. O que define a conduta não é a mudança isolada, e sim o conjunto: como a lesão se comporta, há quanto tempo mudou, o que a dermatoscopia mostra e como ela se compara às outras pintas da pessoa.

 

Nunca me queimei de sol. Ainda assim posso ter câncer de pele?

Sim. A queimadura é um fator de risco importante, mas não o único: a exposição crônica e acumulada, mesmo sem queimadura, também conta — e é o padrão de quem mora em cidade litorânea. Além disso, parte dos casos ocorre em áreas pouco expostas ao sol, o que é especialmente relevante em peles mais pigmentadas.

 

Mancha escura na sola do pé ou na unha é sempre grave?

Não, e a maioria não é. Manchas em áreas de atrito, hematomas por trauma e faixas pigmentadas comuns em peles mais escuras são frequentes e benignas. O que muda a conduta é a lesão nova, que cresce, alarga ou muda de cor, e a pigmentação que avança para a pele ao redor da unha.

 

Com que frequência devo fazer o exame de pele?

A SBD recomenda consultar um dermatologista pelo menos uma vez ao ano para um exame completo. O intervalo pode ser menor conforme o risco individual — câncer de pele prévio, muitas pintas atípicas, história familiar de melanoma ou imunossupressão pedem acompanhamento mais próximo. Já uma lesão suspeita não espera a consulta de rotina.

 

Protetor solar com FPS 70 protege o dobro do FPS 30?

Não. A relação entre FPS e proteção não é proporcional: acima de FPS 30 o ganho adicional é pequeno, e nenhum produto bloqueia 100% da radiação. O FPS alto não é inútil — mas aplicar a quantidade certa, reaplicar e somar sombra, roupa e chapéu pesa mais do que trocar o número do rótulo.

 

Retirar uma pinta faz o câncer se espalhar?

Não — é uma crença antiga e sem respaldo. Remover uma lesão suspeita com técnica adequada é o que permite diagnóstico e tratamento. O que piora o prognóstico é adiar — e também recorrer a métodos que destroem o tecido sem diagnóstico, como cauterizações caseiras e pomadas cáusticas de origem duvidosa: a lesão some da vista, o tumor permanece e ninguém sabe o que era.

 

Avaliação de pintas e manchas em Vitória e Região Metropolitana

O consultório da Dra. Pauline Lyrio fica no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, em Vitória — Av. Nossa Sra. da Penha, 570, 4º andar, sala 409 —, com estacionamento no próprio shopping e acesso simples para quem vem de Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana e Guarapari. A consulta para avaliação de pintas e manchas inclui o exame de toda a pele e a dermatoscopia das lesões que pedem análise mais detalhada.

 

Outras condições de pele estão reunidas na página de dermatologia clínica, e as dúvidas sobre atendimento, convênios e agendamento estão nas perguntas frequentes.

 

Agende sua avaliação com a Dra. Pauline Lyrio

Se você tem uma lesão que mudou, uma ferida que não cicatriza ou simplesmente nunca fez o exame de pele, agende sua avaliação pelo WhatsApp ou pela página de agendamento online. A Dra. Pauline Lyrio fez residência médica em Dermatologia na Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV), especialização em Tricologia e formação em Cosmiatria pelo Hospital Israelita Albert Einstein; é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology.

 

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico de câncer de pele depende de exame clínico presencial e, quando indicado, de análise histopatológica. Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 30 de agosto de 2026.

Dermatologista examina lesão de pele com dermatoscópio durante consulta em Vitória ES
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