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Alopecia em Vitória ES: quais são os tipos e como cada um é tratado

Alopecia é o nome médico da perda de cabelos ou pelos, e não é uma doença única: androgenética, areata, eflúvio telógeno, por tração e cicatriciais têm causas, evolução e tratamentos diferentes. Esta página organiza os tipos; definir qual é o seu caso é o primeiro passo da avaliação com a Dra. Pauline Lyrio, dermatologista em Vitória ES.

 

Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 05 de setembro de 2026.

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O que é alopecia — e por que o tipo importa mais do que o nome

Alopecia é qualquer perda de cabelos ou pelos além do normal, no couro cabeludo ou em outra região com pelos: barba, sobrancelhas, cílios, corpo. No dia a dia, "calvície" é usada como sinônimo, mas calvície é apenas um dos tipos — a alopecia androgenética. Falar em "alopecia" sem dizer qual é como falar em "dor" sem dizer onde: não orienta o tratamento.

 

A divisão mais importante para quem está com queda é entre dois grupos:

 

  • Alopecias não cicatriciais: o folículo (a estrutura onde o fio nasce) fica preservado, ainda que inativo ou miniaturizado. É o grupo das alopecias androgenética e areata, do eflúvio telógeno e da alopecia por tração na fase inicial. Há potencial de recuperação, total ou parcial, conforme o tipo.
     

  • Alopecias cicatriciais: uma inflamação destrói o folículo e o substitui por tecido fibroso. Onde a cicatriz se formou, o fio não volta. Por isso são as que mais exigem diagnóstico e tratamento precoces — o objetivo é interromper a progressão.

 

Perder fios todos os dias faz parte do ciclo natural do cabelo; a página sobre queda de cabelo em Vitória ES explica quantos fios por dia é normal perder, quais sinais pedem avaliação e como a consulta acontece. Aqui, o foco é o que vem depois: identificar o tipo de alopecia.

 

Quais são os tipos de alopecia?

Os tipos abaixo respondem pela grande maioria dos casos atendidos em dermatologia. Vários podem coexistir na mesma pessoa — por exemplo, um eflúvio telógeno que revela uma alopecia androgenética já em curso —, e é comum que o padrão de queda pareça igual a olho nu e seja diferente na tricoscopia.

 

Alopecia androgenética (calvície masculina e feminina)

É o tipo mais comum. Tem base genética e depende da ação de hormônios androgênios sobre folículos predispostos: a cada ciclo, o fio nasce mais fino e mais curto (miniaturização), até deixar de ser visível. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), na maioria das pessoas os exames hormonais são normais — a sensibilidade do folículo é o que muda, não o nível do hormônio. A herança é poligênica, vem tanto do lado materno quanto do paterno, e isso explica a variação na idade de início e no padrão: ter pai calvo aumenta o risco, mas não decide o desfecho.

 

Nos homens, começa pelas "entradas" e pela coroa e pode avançar até a calvície completa dessas áreas. Uma revisão publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia em 2025 estima que a alopecia androgenética afete cerca de 30% dos homens por volta dos 30 anos e 50% aos 50, com piora progressiva com a idade. Nas mulheres, o padrão é outro: afinamento difuso na parte superior da cabeça, com a "risca" alargando e a linha frontal em geral preservada; segundo a American Academy of Dermatology (AAD), é a causa mais comum de queda de cabelo feminina e costuma se manifestar entre os 40 e os 60 anos, embora possa começar antes.

 

Leia mais: finasterida, minoxidil ou MMP na calvície masculina · queda de cabelo feminina: causas e tratamentos · ter entradas significa calvície?

 

Alopecia areata

É uma doença autoimune: células de defesa atacam o folículo em atividade e o fio cai, geralmente formando falhas arredondadas, lisas e sem descamação no couro cabeludo ou na barba. Pode atingir sobrancelhas, cílios e pelos do corpo, e, nas formas extensas, evoluir para alopecia total (todo o couro cabeludo) ou universal (todo o corpo). Não é contagiosa. O folículo não é destruído — fica inativo pela inflamação —, por isso o cabelo pode voltar a crescer mesmo depois de perdas grandes; a evolução, porém, é imprevisível, com remissões e novos surtos.

 

Um estudo populacional publicado no Journal of Investigative Dermatology estimou o risco de desenvolver alopecia areata ao longo da vida em cerca de 2%, semelhante em homens e mulheres e possível em qualquer idade; a SBD registra que cerca de 5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo. Outras doenças autoimunes podem acompanhar o quadro — vitiligo, tireoidite e lúpus são as mais citadas —, e as unhas podem mostrar pequenas depressões ou fragilidade (veja as doenças das unhas). A avaliação costuma incluir exames de sangue por esse motivo.

 

Eflúvio telógeno

É a queda difusa e intensa — "cabelo caindo aos montes" no banho e na escova — que aparece dois a três meses depois de um gatilho, segundo a SBD: parto, febre alta, infecções, cirurgias (a bariátrica em especial), dietas muito restritivas, perda rápida de peso, estresse importante ou alguns medicamentos. O gatilho faz uma proporção maior de fios entrar ao mesmo tempo na fase de queda. Não há falhas nem cicatriz, e o couro cabeludo é normal.

 

Na maioria dos casos o eflúvio é autolimitado e a recuperação é gradual, ao longo de meses, quando a causa é controlada. A consulta serve para confirmar o diagnóstico, procurar o gatilho (inclusive ferro, vitamina D e tireoide) e verificar se não há uma alopecia androgenética "aproveitando" o eflúvio para aparecer. Quando a queda aumentada persiste por mais de seis meses, fala-se em eflúvio crônico, que exige outra investigação. Leia mais no artigo sobre o eflúvio telógeno depois do estresse.

 

Alopecia por tração

É causada pela tensão repetida sobre os fios: tranças, coques e rabos de cavalo muito apertados, apliques e megahair (sobretudo sobre cabelo alisado), dreads, bobes usados para dormir e coberturas de cabeça puxadas com força. Começa na linha frontal e nas laterais, com fios quebrados e afinamento; nessa fase é reversível. Se a tração continua, o folículo se cicatriza e a perda passa a ser definitiva — o dado publicado na Dermatologic Clinics é de que ela afeta até 32% das mulheres e 22% das adolescentes com cabelo afro-texturizado, e pode começar na infância.

 

O sinal de alerta é simples, e a AAD o resume em uma frase: se o penteado dói, está apertado demais. Dor, ardência, crostas ou "tendas" na pele do couro cabeludo pedem soltar o penteado no mesmo dia.

 

Alopecias cicatriciais

São um grupo de doenças inflamatórias em que a agressão atinge a raiz do folículo e a substitui por fibrose. As mais frequentes são o líquen plano pilar (e sua variante frontal, descrita abaixo), o lúpus eritematoso discoide, a alopecia cicatricial central centrífuga (que começa no topo da cabeça e é mais comum em mulheres negras) e as foliculites que destroem o folículo, como a foliculite decalvante — tratada na página sobre foliculite. Queimaduras, radioterapia e infecções profundas também podem deixar alopecia cicatricial secundária.

 

O que as une: além da falha, costuma haver vermelhidão, descamação ao redor dos fios, pústulas, dor, ardência ou coceira, e a pele da área sem cabelo fica lisa e brilhante, sem os "poros" dos folículos. Como a perda instalada é permanente, quanto mais cedo o diagnóstico, mais cabelo se preserva. Nas alopecias cicatriciais, e sempre que a tricoscopia não fecha o diagnóstico, a biópsia do couro cabeludo pode ser indicada para confirmar o tipo.

 

Alopecia frontal fibrosante

É uma forma de alopecia cicatricial que recua a linha do cabelo na testa e nas laterais, formando uma faixa de pele lisa e mais clara onde antes havia fios. Acomete sobretudo mulheres depois da menopausa — segundo a AAD, a maioria nota a perda entre 2 e 12 anos após o início da menopausa, e entre 80% e 95% das pacientes perdem parte ou toda a sobrancelha, muitas vezes antes de perceber a testa mais alta. Homens e mulheres mais jovens também podem ser afetados. Descrita em 1994 e considerada rara na época, tornou-se a causa mais diagnosticada de alopecia cicatricial no mundo, como registra uma revisão publicada na Clinics in Dermatology; a causa ainda não está esclarecida e envolve predisposição genética e fatores hormonais.

 

A progressão costuma ser lenta, o que atrasa a procura por avaliação. Pápulas pequenas e cor da pele na testa e nas têmporas e a perda das sobrancelhas são pistas precoces. O tratamento visa estabilizar a doença; o cabelo já perdido na faixa cicatricial não retorna.

 

Outras causas de alopecia

  • Micose do couro cabeludo (tinea capitis): mais comum em crianças, causa falha com descamação e fios quebrados rente à pele; é contagiosa e o tratamento é por via oral — veja a página sobre micose.
     

  • Medicamentos: quimioterápicos causam queda abrupta e difusa (eflúvio anágeno), em geral reversível ao fim do tratamento; anticoagulantes, retinoides, alguns anticonvulsivantes e o excesso de vitamina A também podem provocar queda.
     

  • Doenças sistêmicas e deficiências: alterações da tireoide, anemia por falta de ferro, lúpus e sífilis secundária podem ter a queda de cabelo como primeiro sinal.
     

  • Tricotilomania: o hábito de arrancar os próprios fios produz falhas irregulares com fios de tamanhos diferentes; o tratamento envolve também acompanhamento psicológico.
     

  • Dermatite seborreica: a caspa intensa e a inflamação do couro cabeludo não destroem o folículo, mas podem agravar a queda de quem já tem outro tipo de alopecia — veja a página sobre dermatite seborreica.

 

Como o dermatologista identifica o tipo de alopecia

O diagnóstico é clínico na maior parte dos casos, e começa com a história: quando a queda começou, se foi abrupta ou progressiva, se há falhas ou afinamento, casos na família, doenças, medicamentos, dietas, parto, cirurgias e hábitos de penteado e química. No exame, a Dra. Pauline avalia todo o couro cabeludo, a distribuição da perda, a pele da região e também sobrancelhas, unhas e pelos do corpo.

 

A tricoscopia (dermatoscopia do couro cabeludo) é o exame que mais ajuda a diferenciar os tipos: mostra a espessura dos fios, os sinais de miniaturização da alopecia androgenética, os "pontos pretos" e "pelos em ponto de exclamação" da areata, a perda dos orifícios foliculares nas cicatriciais e a descamação ao redor dos fios. Fotografias do couro cabeludo, feitas com o consentimento do paciente, permitem comparar a evolução nas consultas seguintes. Conforme o caso, entram o teste de tração, exames de sangue que podem ser solicitados conforme a avaliação (ferro e ferritina, vitamina D, zinco, função da tireoide, hormônios quando há sinais de excesso androgênico) e, em situações específicas — alopecias cicatriciais e quadros em que a tricoscopia não define o diagnóstico —, a biópsia do couro cabeludo.

 

A consulta com foco em tricologia é, na prática, essa investigação: chegar ao tipo antes de escolher o tratamento. Repetir a fórmula que funcionou para outra pessoa, sem saber qual alopecia se tem, é a forma mais comum de perder tempo — e, nas cicatriciais, de perder cabelo.

 

Como cada tipo de alopecia é tratado?

O tratamento é dirigido ao tipo e à causa, quase sempre combina mais de uma medida e é ajustado ao longo dos meses. Todo medicamento para alopecia exige prescrição e acompanhamento médico. Em linhas gerais:

 

  • Alopecia androgenética: a revisão de 2025 dos Anais Brasileiros de Dermatologia lembra que apenas o minoxidil tópico, a finasterida e a dutasterida orais têm aprovação da Anvisa para essa indicação; o minoxidil oral em dose baixa e, nas mulheres, a espironolactona e outros antiandrogênios são usados conforme avaliação, com atenção a contraindicações — nenhum desses medicamentos pode ser usado por gestantes ou por quem planeja engravidar. Segundo a AAD, a finasterida desacelera a queda em cerca de 80% a 90% dos homens que a usam, e alguns recuperam parte dos fios. O tratamento é contínuo: ao suspender, a perda recomeça em poucos meses.
     

  • Alopecia areata: falhas pequenas e recentes podem repovoar sem tratamento, sobretudo em crianças. Quando se trata, as opções vão de corticoide tópico ou injetado nas falhas — segundo a AAD, aplicações a cada 4 a 6 semanas, com repovoamento em geral nos primeiros 3 meses — e minoxidil para manter os fios que voltaram, até imunoterapia de contato e medicamentos sistêmicos nas formas extensas. Os inibidores da JAK mudaram o cenário dos casos graves: a Anvisa aprovou o baricitinibe para adultos (2023) e o ritlecitinibe para pacientes a partir de 12 anos (2024). Nos dois ensaios de fase 3 publicados no New England Journal of Medicine, 35,9% a 38,8% dos adultos com baricitinibe 4 mg alcançaram cobertura de pelo menos 80% do couro cabeludo em 36 semanas, contra 3,3% a 6,2% com placebo; no ensaio do ritlecitinibe publicado na The Lancet, 23% dos pacientes com 50 mg chegaram ao mesmo resultado em 24 semanas, contra 2% do placebo. São medicamentos de alto custo, com exames e monitoramento próprios, e a indicação é individual.
     

  • Eflúvio telógeno: tratar ou afastar o gatilho, corrigir deficiências comprovadas e aguardar a recuperação natural; estimulantes do crescimento podem ser associados para acelerar a fase de retorno, principalmente quando há alopecia androgenética junto.
     

  • Alopecia por tração: interromper a tração é o tratamento — soltar e alternar penteados, encurtar e afinar tranças, evitar apliques sobre cabelo alisado e, pela orientação da AAD, não manter tranças por mais de 6 a 8 semanas. Na fase inicial, os fios voltam; quando há inflamação, corticoide, antibiótico ou minoxidil podem ser prescritos. Área já lisa e brilhante não repovoa.
     

  • Alopecias cicatriciais e frontal fibrosante: o objetivo é apagar a inflamação e frear a progressão, com corticoides tópicos ou injetados, anti-inflamatórios e imunomoduladores orais escolhidos conforme a doença. O acompanhamento é longo, com tricoscopia e fotografias para checar se a doença está inativa. O cabelo da área cicatrizada não retorna; camuflagem, próteses capilares e, com a doença inativa por tempo suficiente, o transplante podem ser discutidos.

 

Procedimentos em consultório complementam o tratamento de base da alopecia androgenética e do eflúvio: a microinfusão de medicamentos na pele — o MMP capilar, feito com a técnica de microagulhamento com caneta — leva o medicamento ao couro cabeludo e estimula o folículo. A revisão dos Anais Brasileiros de Dermatologia é clara sobre o lugar desse tipo de procedimento: é adjuvante, não substitui o tratamento de base, e a evidência ainda vem de estudos pequenos. Transplante capilar não é realizado no consultório; quando a calvície está estável e há área doadora suficiente, a Dra. Pauline avalia a indicação, orienta o encaminhamento e mantém o tratamento clínico antes e depois — sem ele, os fios nativos continuam a afinar ao redor dos implantados.

 

O que não tem respaldo: vitaminas e suplementos sem deficiência comprovada em exame (a biotina, em particular, não mostrou efeito em quem não tem deficiência), "xampus antiqueda" como tratamento e fórmulas caseiras. Eles atrasam o diagnóstico e, nas alopecias cicatriciais, custam cabelo.

 

Alopecia tem cura?

Depende do tipo. O eflúvio telógeno costuma se resolver quando o gatilho é controlado. A alopecia areata não tem cura definitiva, mas pode entrar em remissão — espontânea ou com tratamento — e recidivar; segundo a AAD, muitas pessoas têm novo surto no primeiro ano depois do repovoamento. A alopecia androgenética é uma condição genética e progressiva: o tratamento estabiliza a perda e recupera parte da densidade, e só se mantém enquanto é feito. Nas alopecias cicatriciais, a meta é interromper a doença e preservar o cabelo que ainda existe.

 

Em todos os casos o tempo conta a favor de quem age cedo, e contra a pressa: a resposta a minoxidil, finasterida e dutasterida só pode ser avaliada depois de 6 a 12 meses de uso regular, segundo a revisão dos Anais Brasileiros de Dermatologia, e é comum um aumento transitório da queda nas primeiras semanas de minoxidil, que passa quando os fios novos começam a crescer. Os resultados variam de pessoa para pessoa.

 

Prevenção e cuidados com o couro cabeludo

Nem toda alopecia pode ser prevenida — a androgenética e a areata não dependem de hábitos —, mas alguns cuidados reduzem danos e ajudam o tratamento a funcionar:

 

  • Procurar avaliação quando a queda passa do habitual por mais de três meses, quando surgem falhas ou quando o couro cabeludo dói, arde, coça ou descama junto com a queda — sintomas no couro cabeludo são o sinal de alerta das alopecias cicatriciais.
     

  • Evitar penteados que puxam e apliques pesados; alternar estilos e dar intervalos ao cabelo.
     

  • Espaçar alisamentos, descolorações e o uso de calor, que quebram o fio e irritam o couro cabeludo — não causam alopecia androgenética, mas somam perda a quem já a tem.
     

  • Proteger da exposição solar direta as áreas de rarefação, com chapéu ou boné folgado — o couro cabeludo também queima no sol de Vitória, e a proteção não causa queda.
     

  • Não iniciar minoxidil, finasterida ou suplementos por conta própria: além dos efeitos adversos, o uso sem diagnóstico mascara o quadro e atrasa a identificação de uma alopecia cicatricial ou de uma doença de base.
     

  • Controlar doenças associadas (tireoide, anemia, síndrome dos ovários policísticos) e conversar sobre o impacto emocional: a queda afeta a autoestima e o sono, e isso faz parte do cuidado.

 

Perguntas frequentes sobre alopecia

 

Alopecia e calvície são a mesma coisa?

Não. Alopecia é o termo geral para perda de cabelos ou pelos, de qualquer causa. Calvície é o nome popular de um tipo específico, a alopecia androgenética, que é o mais comum. Uma pessoa com alopecia areata ou eflúvio telógeno tem alopecia, mas não tem calvície.

 

Alopecia areata é contagiosa ou passa de pai para filho?

Não é contagiosa: é uma doença autoimune, sem participação de fungos ou bactérias. Existe predisposição genética — parentes de primeiro grau têm risco maior, e outras doenças autoimunes na família são frequentes —, mas ter um pai ou uma mãe com areata não significa que o filho a desenvolverá.

 

Criança pode ter alopecia?

Sim. Na infância, as causas mais comuns são a alopecia areata, a micose do couro cabeludo (tinea capitis), a alopecia por tração de tranças e penteados apertados e o eflúvio telógeno depois de febre ou infecção. Falha com descamação e fios quebrados rente à pele pede avaliação rápida, porque a micose é contagiosa e o tratamento é por via oral.

 

A alopecia por tração tem volta?

Na fase inicial, sim: ao interromper a tração, os fios costumam voltar em alguns meses. Quando a tensão se mantém por anos, o folículo se cicatriza e a área fica lisa e brilhante — nesse estágio a perda é definitiva e só o transplante recompõe a região. Por isso, dor no penteado é um sinal para soltar o cabelo hoje, não depois.

 

Quanto tempo leva para o tratamento da alopecia mostrar resultado?

Na alopecia androgenética, a resposta a minoxidil, finasterida e dutasterida é avaliada após 6 a 12 meses de uso regular, e o tratamento é contínuo. Na alopecia areata, o repovoamento após corticoide injetado costuma começar em até 3 meses, e, nos estudos com inibidores da JAK, a resposta foi medida em 24 a 36 semanas. No eflúvio telógeno, a queda diminui alguns meses depois de controlado o gatilho, e o volume retorna gradualmente ao longo do ano.

 

Quem tem alopecia pode pintar, alisar ou fazer química no cabelo?

Depende do tipo e da fase. Na alopecia androgenética controlada, tintura e química não agravam a doença, embora fragilizem o fio. Na areata em atividade e nas alopecias cicatriciais com inflamação, procedimentos químicos e calor podem irritar o couro cabeludo e devem ser adiados. Na alopecia por tração, o problema não é a química em si, mas o alisamento combinado a tranças e apliques, que multiplica a tensão. A orientação é individual e faz parte da consulta.

 

Tratamento de alopecia em Vitória e na Grande Vitória

A Dra. Pauline Lyrio atende no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, em Vitória ES, com acesso fácil para quem vem de Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari. A avaliação de alopecia é parte da dermatologia clínica do consultório e inclui a tricoscopia na própria consulta. Se a sua dúvida ainda é "estou perdendo cabelo demais?", comece pela página sobre queda de cabelo; se já sabe que a queda é anormal, o próximo passo é descobrir o tipo.

 

Agende sua avaliação com a Dra. Pauline Lyrio

Quanto mais cedo o tipo de alopecia é identificado, mais opções existem — e, nas cicatriciais, mais cabelo se preserva. Agende sua avaliação pelo WhatsApp (27) 99707-0222 ou pela página de agendamento online. Atendimento particular, com possibilidade de reembolso pelo plano de saúde.

 

Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD).

 

Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 05 de setembro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica: o diagnóstico e o tratamento da alopecia são individuais.

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