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Microagulhamento pode espalhar câncer de pele?


Microagulhemento e câncer de pele

O que é microagulhamento?


O microagulhamento é um procedimento estético que consiste no rolamento de um dispositivo cravejado com diversas microagulhas capazes de realizar múltiplas microperfurações na pele. Os princípios básicos de ação do microagulhamento são: estímulo da regeneração celular por meio do processo de cicatrização, proliferação de células-tronco e estímulo da síntese de elastina, da neocolagênese (produção de colágeno) e angiogênese (proliferação de vasos sanguíneos). Sendo assim, ele pode ser indicado para diversas condições dermatológicas.


O microagulhamento é usado para tratar que condições?


O microagulhamento é indicado para rejuvenescimento; melhorar textura; reduzir poros dilatados; uniformizar o tom da pele; atenuar manchas, como melasma; tratar fotoenvelhecimento, estrias e cicatrizes de acne, de queimadura ou cicatrizes cirúrgicas. Pode ser usado também para tratamento de quedas de cabelo, como eflúvio telógeno e calvície. Além disso, o microagulhamento também é indicado para realizar deposição de ativos terapêuticos nas camadas mais profundas da pele e no couro cabeludo, o que chamamos de drugdelivery. Potencializando, assim, a reposta aos tratamentos mencionados.


É possível que as células malignas se disseminem a partir do procedimento com agulhas?


Sim, é possível que células anormais de lesões malignas ou pré-malígnas, como as das ceratoses actínicas, sejam disseminadas e implantadas em outros locais pelo procedimento. Pelo mesmo motivo, esse procedimento deve ser evitado em pessoas que possuam infecção ativa no local.


Como o microagulhamento "espalha" o câncer?


Um dos dispositivos utilizados para fazer as micropunturas na pele é o roller, que consiste em um cabo com uma rodinha na ponta onde ficam as microagulhas. Quando esse equipamento rola de um ponto a outro, ele vai perfurando a pele. Com isso, as células tumorais podem ser implantadas, ou seja, carregadas de uma região a outra, se disseminando.


Quais cuidados é preciso ter nesse caso?


Primeiramente, é fundamental que este procedimento médico seja realizado por um profissional qualificado e em um ambiente com estrutura adequada para execução do procedimento respeitando todas as normas sanitárias e de segurança. Além disso, é essencial, antes de realizar qualquer procedimento na pele, que seja realizada uma avaliação criteriosa por dermatologista, que é o especialista responsável por diagnosticar e tratar as diversas condições da pele, a fim de identificar possíveis lesões pré-cancerígenas ou já cancerígenas e indicar o tratamento adequado.


Antes de fazer uma avaliação minuciosa da pele da pessoa para identificar possíveis lesões e garantir que a região esteja íntegra?


É fundamental realizar uma avaliação minuciosa da pele para garantir que ela esteja íntegra e que não haja lesões pré-existentes, como infecções e neoplasias que possam ser disseminadas pelo procedimento. Daí a importância da escolha de um profissional médico capacitado, preferencialmente um dermatologista que pode lançar mão de exames específicos, como a dermatoscopia, para analisar de forma mais minuciosa as lesões da pele.


Quais são os sinais do melanoma?


O melanoma se manifesta através de lesões pigmentadas, mais escuras, na pele. Apesar de sempre pensarmos no câncer de pele como uma lesão “feia”, algumas vezes o melanoma pode ser confundido até mesmo com as pintinhas que possuímos no corpo.

Em geral, existem alguns sinais mais simples que precisamos estar atentos em nossas pintas e que podem ser reconhecidos por qualquer pessoa. Para facilitar a identificação de melanoma, usamos a regra do “ABCDE” do Melanoma, que destaca os seguintes sinais:

Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro maior que 6 mm e Evolução ou mudança de cor, forma ou na aparência de uma pinta ou lesão na pele.

É interessante passar por avaliação dermatológica regular para acompanhamento de pintas, especialmente se a pessoa possui histórico familiar de câncer de pele. Mas se for notado algum desses sinais na pele, a pessoa deve procurar o dermatologista para que possa ser realizada a dermatoscopia da lesão, um exame simples não invasivo que pode garantir maior precisão no diagnóstico e definir qual será a conduta frente a lesão, acompanhamento, biópsia para análise laboratorial e ditar o melhor tratamento.

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