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Radiofrequência, ultrassom ou laser: qual tecnologia para cada tipo de flacidez

há 4 minutos
7 min de leitura
Ilustração de três cortes de pele: radiofrequência na derme, ultrassom focado no plano profundo e laser na superfície

Radiofrequência, ultrassom focado e laser tratam a flacidez de formas diferentes porque levam energia a profundidades diferentes da pele. O ultrassom focado alcança o plano de sustentação, abaixo da derme; a radiofrequência aquece a derme de forma mais difusa; o laser age sobretudo nas camadas superficiais. A escolha depende do grau da flacidez, da região e da sua pele — e, em alguns casos, nenhuma delas basta.


Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 22 de outubro de 2026.


Por que não existe uma tecnologia única para a flacidez?

"Flacidez" é uma palavra só para situações bem diferentes. Uma pele que perdeu firmeza no contorno da mandíbula, um pescoço com pele fina e enrugada, um abdômen que ficou frouxo depois de uma perda de peso e uma pálpebra com excesso de pele não respondem da mesma maneira — porque o problema está em camadas diferentes.


Três perguntas orientam a escolha:

  • Qual é o grau? As tecnologias não cirúrgicas funcionam melhor na flacidez leve a moderada. Quando há sobra importante de pele, o ganho tende a ser pequeno.

  • Onde está o problema? Perda de sustentação profunda, pele fina e enrugada na superfície e falta de volume são queixas distintas, que pedem abordagens distintas.

  • Qual é a região e o tipo de pele? Rosto, pescoço, colo e corpo têm espessuras diferentes, e o fototipo pesa na escolha de qualquer energia.


Uma parte da queixa que as pessoas chamam de flacidez é, na verdade, perda de volume — e aí o caminho costuma ser outro, como os bioestimuladores ou o preenchimento. O panorama dessas opções está na página de dermatologia estética em Vitória ES.


Como cada tecnologia age na pele?

As três geram calor no tecido, e o calor faz duas coisas: contrai as fibras de colágeno já existentes e estimula a produção de colágeno novo nos meses seguintes. O que muda é onde esse calor é depositado. A página de laser dermatológico em Vitória ES explica as famílias de laser e por que ultrassom e radiofrequência não são laser; aqui, o foco é só a flacidez.


Ultrassom focado: o plano de sustentação

O ultrassom microfocado concentra a energia em pontos isolados, abaixo da superfície, até a camada de sustentação do rosto — o SMAS, a mesma trabalhada no lifting cirúrgico —, sem aquecer a pele entre um ponto e outro. Os aparelhos de ultrassom micro e macrofocado somam um alcance mais profundo e mais amplo, usado também no corpo. É a tecnologia mais associada a firmeza e contorno: sobrancelha, terço médio do rosto, mandíbula, papada, pescoço e colo.


Radiofrequência: a derme aquecida

A radiofrequência é uma corrente elétrica que aquece a derme pela resistência do próprio tecido, de forma mais difusa e sem depender da cor da pele. Existem duas formas principais:

  • Não invasiva: o aplicador desliza sobre a pele, que fica íntegra. Em geral, o efeito sobre a firmeza é gradual e discreto, com pouco ou nenhum afastamento da rotina.

  • Microagulhada: microagulhas levam a energia a profundidades programadas, somando o estímulo do microagulhamento ao do calor. É útil quando a flacidez vem junto com textura irregular, poros, cicatrizes ou estrias — mas é procedimento médico, com mais vermelhidão e pequenas crostas nos dias seguintes.


Laser: da superfície à renovação profunda

Os lasers agem principalmente nas camadas mais superficiais. Os não ablativos mantêm a superfície intacta e melhoram textura e qualidade da pele, com efeito modesto sobre a firmeza. Os ablativos fracionados, como o CO₂ e o érbio:YAG, removem microcolunas de pele e produzem uma retração mais visível — à custa de recuperação mais longa e maior risco de manchas e cicatrizes, especialmente em peles morenas. Por isso, o laser costuma entrar quando a flacidez é superficial e vem acompanhada de rugas finas, manchas e textura, e não como primeira escolha para a perda de sustentação.


Qual tecnologia para qual tipo de flacidez?

O mapa abaixo resume como a avaliação costuma raciocinar. Ele orienta a conversa, mas não substitui o exame: a mesma queixa pode ter mais de uma causa.

  • Flacidez leve a moderada do rosto, com perda de contorno (mandíbula, papada, sobrancelha): o ultrassom focado é a referência, por alcançar o plano de sustentação; a radiofrequência pode complementar.

  • Pescoço e colo com pele fina e começo de flacidez: ultrassom focado ou radiofrequência, conforme a espessura da pele; quando há também manchas e textura, o laser pode entrar em outro momento do plano.

  • Flacidez com textura irregular, poros ou cicatrizes de acne: a radiofrequência microagulhada pode atuar nas duas queixas na mesma técnica.

  • Rugas finas e pele "amassada" na superfície, como em volta dos olhos: o laser é a ferramenta mais ligada à superfície; os ablativos têm efeito mais intenso e recuperação mais longa.

  • Flacidez leve a moderada do corpo (abdômen, braços e coxas): ultrassom macrofocado e radiofrequência, muitas vezes combinados com bioestimuladores — as opções para o corpo estão na página de procedimentos corporais em Vitória ES.

  • Flacidez acentuada, com sobra importante de pele: nenhuma das três substitui a cirurgia; o caminho é a avaliação cirúrgica.


Em quanto tempo aparece o resultado e quanto dura?

Nas três, o resultado é gradual, porque depende da produção de colágeno novo. Segundo a Academia Americana de Dermatologia (AAD), com uma sessão de ultrassom a maioria das pessoas percebe elevação e firmeza discretas entre 2 e 6 meses. Na radiofrequência não invasiva, a AAD descreve uma sensação de firmeza logo após a sessão e o melhor resultado por volta de 6 meses, que pode durar de 2 a 3 anos com os cuidados certos. Os lasers que aquecem sem ferir a superfície costumam exigir de 3 a 5 sessões, com resultado entre 2 e 6 meses depois da última.


O laser ablativo é o oposto em ritmo: a mesma página da AAD o descreve como o procedimento mais eficaz para retrair a pele, mas com 5 a 7 dias de afastamento e maior risco de efeitos adversos, como cicatrizes. Em todos os casos, os resultados variam de pessoa para pessoa e não são permanentes, já que o envelhecimento continua.


O que os estudos mostram?

Uma revisão sistemática publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health reuniu 16 estudos sobre ultrassom microfocado no rosto. Aos 90 dias, 92% das pacientes avaliadas pelos pesquisadores tiveram alguma melhora — mais vezes classificada como leve do que como moderada. Os autores apontam que o resultado cai à medida que a flacidez e o índice de massa corporal aumentam, e tratam a flacidez excessiva e o IMC acima de 30 como contraindicações relativas. Todos os estudos incluídos eram com mulheres.


Para a radiofrequência, uma revisão sistemática publicada na Plastic and Reconstructive Surgery incluiu 23 estudos e encontrou melhora mensurável da flacidez de rosto e corpo, com complicações em geral leves e passageiras; as complicações maiores foram mais frequentes com a radiofrequência monopolar do que com a bipolar. A leitura honesta: são tecnologias com efeito real, porém moderado, que funcionam melhor quando a indicação é bem feita.


Segurança, fototipo e o sol de Vitória

Ultrassom e radiofrequência não dependem da melanina, o que reduz — sem eliminar — o risco de manchas em peles morenas, frequentes na Grande Vitória. O laser exige mais cuidado nessas peles e com a pele bronzeada, comum no verão capixaba, e muitas vezes a sessão é adiada. Vale lembrar também que a radiofrequência microagulhada não é procedimento banal: em 15 de outubro de 2025, a FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, publicou um alerta de segurança relatando queimaduras, cicatrizes, perda de gordura e lesão de nervos, e reforçando que se trata de procedimento médico, que não deve ser feito em casa.


Gestação, infecção ou ferida na área, alguns dispositivos ou preenchimentos na região e expectativas que o tratamento não pode atender são situações que a avaliação investiga antes de qualquer energia.


Quais dessas tecnologias existem no consultório?

No consultório da Dra. Pauline Lyrio, o ultrassom focado está disponível em dois aparelhos: o Atria, de ultrassom microfocado em Vitória, e o LinearZ, de ultrassom micro e macrofocado, que também atende o corpo. A radiofrequência é feita com a plataforma Evolla — o que ela é e como funciona está no post Evolla: o que é e para que serve. O laser do consultório é o Lavieen, de túlio, voltado a manchas, textura e viço — não é a escolha para a flacidez. Lasers ablativos como o CO₂ e o érbio:YAG foram citados aqui como categorias gerais, não como recursos do consultório.


O nome do aparelho não é o tratamento: nenhum equipamento, isoladamente, define o resultado. A indicação, a combinação, os parâmetros e o número de sessões pesam tanto quanto a tecnologia, e tudo isso é definido na avaliação individual.


Perguntas frequentes sobre radiofrequência, ultrassom e laser

Dá para combinar as tecnologias?

Sim, e é comum, porque elas agem em camadas diferentes. A combinação e o intervalo entre os procedimentos são planejados caso a caso — nem toda flacidez precisa de mais de uma tecnologia.


Qual delas dói mais?

Depende da área e dos parâmetros. O ultrassom costuma causar calor e desconforto pontuais durante os disparos — veja como é a sessão de ultrassom microfocado. A radiofrequência microagulhada e os lasers ablativos costumam pedir anestésico tópico.


Com que idade posso começar?

Não há uma idade certa. O que define a indicação é o grau da flacidez e a queixa: quem já percebe os primeiros sinais de perda de firmeza costuma ter melhor resposta do que quem espera a flacidez se tornar acentuada.


A tecnologia substitui o lifting?

Não. Ultrassom, radiofrequência e laser são opções para a flacidez leve a moderada e não reposicionam tecidos nem removem excesso de pele como a cirurgia. Quando o quadro é avançado, insistir em tecnologia tende a gerar frustração.


Creme firmador resolve a flacidez?

Não. Segundo a AAD, cremes e loções não penetram o suficiente para levantar a pele; o efeito é discreto, na melhor das hipóteses. Fotoproteção diária protege o colágeno, e um retinoide orientado pela dermatologista pode ajudar a pele a produzir colágeno, com efeito pequeno — nenhum dos dois trata a flacidez já instalada.


Agende sua avaliação em Vitória

Se você quer saber qual tecnologia — ou qual combinação — faz sentido para a sua flacidez, o primeiro passo é a avaliação dermatológica, que mede o grau, examina a pele e considera também os caminhos sem aparelho. A Dra. Pauline Lyrio atende no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, em Vitória, e recebe pacientes de toda a Grande Vitória. Agende pelo WhatsApp: (27) 99707-0222.


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