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Queloide em Vitória ES: diagnóstico e tratamento | Dra. Pauline Lyrio

O queloide é uma cicatriz que cresce além dos limites da lesão que a originou, por uma produção excessiva de colágeno durante a cicatrização. Ele não regride sozinho e costuma voltar quando tratado apenas com cirurgia. Por isso, o tratamento normalmente combina mais de uma terapia, escolhida na avaliação dermatológica individual conforme o tamanho, o local e os sintomas da lesão.

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O que é o queloide?

O queloide é um tipo de cicatriz que se forma quando a pele produz colágeno em excesso ao reparar uma lesão. Diferentemente de uma cicatriz comum, ele ultrapassa as bordas da ferida original e invade a pele saudável ao redor, com aspecto elevado, firme e brilhante, em tons que vão do rosado ao acastanhado.

Segundo a Academia Americana de Dermatologia (AAD), os queloides podem ser desconfortáveis, causar coceira ou dor e, quando surgem sobre uma articulação como o ombro, chegar a limitar o movimento. São lesões benignas — não são câncer —, mas não desaparecem espontaneamente e podem continuar crescendo ao longo do tempo se não forem tratadas.

Queloide ou cicatriz hipertrófica: qual a diferença?

A principal diferença está no crescimento. É comum confundir as duas, mas a distinção orienta o tratamento:

  • Cicatriz hipertrófica: é elevada e avermelhada, às vezes com coceira, mas permanece dentro dos limites da ferida original e tende a regredir parcialmente com o tempo.

  • Queloide: cresce além das bordas da lesão, invadindo a pele sadia ao redor. Raramente regride sem tratamento e tem maior tendência a voltar após a remoção cirúrgica isolada.

Por isso, a avaliação por um dermatologista é importante: a identificação correta define qual abordagem faz sentido em cada caso.

Por que o queloide se forma? Causas e fatores de risco

A formação do queloide é multifatorial e a predisposição genética é o fator mais importante: pessoas com histórico familiar têm maior propensão. Outros fatores reconhecidos pela literatura dermatológica incluem:

  • Fototipos mais altos: queloides são mais frequentes em pessoas de pele negra, parda e asiática (AAD).

  • Tipo de lesão na pele: qualquer trauma pode desencadear um queloide em quem tem predisposição — cortes, cirurgias, queimaduras, vacinação (especialmente BCG), acne grave e foliculite.

  • Furos e piercings: o lóbulo da orelha é um local clássico de queloide após o furo para brinco.

  • Áreas de maior tensão: tórax (região do esterno), ombros, parte superior das costas, pescoço e orelhas são mais suscetíveis.

  • Idade: é mais comum entre os 10 e os 30 anos, embora possa surgir em qualquer fase da vida.

  • Inflamação prolongada: feridas que demoram a cicatrizar ou que infeccionam têm maior risco.
     

Quais sintomas o queloide pode causar?

Além da questão estética, o queloide pode provocar sintomas que incomodam no dia a dia. Os mais comuns são:

  • Coceira (prurido) na cicatriz, sintoma bastante frequente;

  • Dor ou sensibilidade, especialmente ao toque ou atrito com roupas;

  • Sensação de queimação em alguns casos;

  • Aspecto elevado, firme e brilhante, com cor que pode escurecer com o tempo;

  • Crescimento progressivo, que pode aumentar de tamanho ao longo dos meses.

Quando o queloide se forma sobre uma articulação, o desconforto e a limitação de movimento podem ser maiores — outra razão para procurar avaliação cedo.

Como o dermatologista diagnostica o queloide?

O diagnóstico do queloide é essencialmente clínico: na maioria das vezes, o dermatologista identifica a lesão apenas pelo exame da pele (AAD). Na avaliação, a Dra. Pauline Lyrio considera o aspecto, o tamanho, a consistência e a localização da cicatriz, além do histórico do paciente — início da lesão, traumas prévios, histórico familiar de queloides e sintomas associados.

Em situações em que outra condição de pele possa se parecer com um queloide, pode ser indicada uma biópsia — um procedimento simples, feito no consultório — para examinar uma pequena amostra de pele e esclarecer o diagnóstico. Esse passo é a exceção, não a regra.

Quais são os tratamentos para queloide?

Não existe uma cura única e garantida para o queloide: o objetivo do tratamento é aliviar os sintomas, reduzir o volume e melhorar a aparência da cicatriz. Como lembra a AAD, o que funciona para um paciente pode ter pouco efeito em outro, e a combinação de terapias costuma trazer os melhores resultados. A conduta é sempre individualizada. As opções mais usadas incluem:

  • Infiltração intralesional de corticoide: um dos tratamentos de primeira linha. O corticosteroide (em geral triancinolona) é aplicado diretamente no queloide para reduzir a inflamação, amaciar e achatar a lesão e aliviar a coceira. Costuma exigir várias sessões, com intervalos de algumas semanas. Entre 50% e 80% dos queloides diminuem após as infiltrações, mas parte deles pode voltar a crescer em até cinco anos (AAD) — por isso o acompanhamento é importante.

  • Crioterapia (criocirurgia): o congelamento com nitrogênio líquido pode reduzir a dureza e o tamanho de queloides menores, e costuma ser combinado às infiltrações de corticoide. Em peles mais pigmentadas, há risco de clareamento (mancha clara) no local — um ponto avaliado caso a caso.

  • Remoção cirúrgica: indicada para queloides maiores ou que não respondem a outras medidas. É importante saber que a cirurgia isolada tem altíssima taxa de recidiva — perto de 100% (AAD) —, por isso quase sempre é associada a um tratamento complementar (infiltração de corticoide, compressão ou radioterapia). Conheça a dermatologia cirúrgica da clínica.

  • Placas e géis de silicone: ajudam a hidratar e achatar cicatrizes e podem ser usados após uma lesão ou cirurgia para reduzir o risco de o queloide se formar ou voltar. Não devem ser aplicados sobre feridas abertas ou crostas.

  • Terapia de compressão: brincos de pressão (para queloides de orelha) e malhas compressivas podem prevenir a recorrência ou achatar a lesão — mas exigem uso por muitas horas ao dia, por vários meses, para dar resultado.

  • Laser: certos lasers podem reduzir a altura e atenuar a cor do queloide, geralmente em associação a outras terapias, como as infiltrações de corticoide (AAD). A indicação e o tipo de laser são definidos na avaliação individual.

  • Radioterapia superficial: aplicada logo após a remoção cirúrgica, pode ajudar a prevenir a recidiva em casos selecionados, sempre realizada em serviço especializado e com critérios de segurança.

  • Outras substâncias injetáveis: em casos selecionados, medicamentos como o 5-fluorouracil podem ser associados ao corticoide, conforme avaliação.

A escolha do tratamento — ou da combinação de tratamentos — depende do tamanho, da localização, do tempo de evolução do queloide, dos sintomas e do histórico do paciente.

Dá para prevenir o queloide?

Para quem tem predisposição genética, a prevenção é um desafio, mas algumas medidas reduzem o risco:

  • Avise seu médico e seu cirurgião sobre seu histórico de queloides antes de qualquer cirurgia ou procedimento na pele;

  • Evite traumas desnecessários na pele, como piercings e tatuagens, especialmente em áreas de maior risco;

  • Cuide bem de qualquer ferida, mantendo-a limpa para evitar infecção e inflamação prolongada;

  • Em caso de cirurgia, o dermatologista pode indicar medidas preventivas precoces, como placas de silicone;

  • Trate a fundo a acne e a foliculite, para evitar cicatrizes que possam evoluir para queloide.
     

Perguntas frequentes sobre queloide

Queloide tem cura definitiva?

Não há um tratamento que elimine o queloide de forma garantida em todos os casos. O objetivo é controlar a lesão — reduzir volume, sintomas e aparência — e prevenir o retorno. A combinação de terapias e o acompanhamento dermatológico aumentam a chance de um bom controle, mas os resultados variam de pessoa para pessoa.

O queloide pode voltar depois do tratamento?

Pode. A recidiva é especialmente alta quando o queloide é apenas retirado por cirurgia, sem terapia complementar (perto de 100%, segundo a AAD). É por isso que a remoção costuma ser associada a infiltração de corticoide, compressão ou radioterapia. Quem já teve um queloide também pode desenvolver outros no futuro.

Furar a orelha ou fazer tatuagem sempre vira queloide?

Não em todo mundo — o risco é maior em quem tem predisposição, sobretudo com histórico familiar. Se você já teve queloide, é prudente evitar furos e tatuagens em áreas de risco e avisar o profissional. Após um queloide de orelha, o brinco de pressão pode ajudar a prevenir o retorno.

Queloide pode virar câncer de pele?

Não. O queloide é uma cicatriz benigna e não se transforma em câncer. Ainda assim, qualquer lesão de pele que mude de cor, tamanho, formato ou que sangre e não cicatrize merece avaliação dermatológica para esclarecer o diagnóstico.

Quantas sessões são necessárias para tratar um queloide?

Depende do tipo de tratamento e da resposta de cada pessoa. As infiltrações de corticoide, por exemplo, costumam ser feitas em série, com intervalos de algumas semanas entre as sessões, ao longo de meses. O número exato é definido e ajustado durante o acompanhamento.

Tratamento de queloide em Vitória e Região Metropolitana

A Dra. Pauline Lyrio atende pacientes de Vitória e de toda a Grande Vitória — Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari — no consultório do Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto. O atendimento é particular, com possibilidade de reembolso conforme o plano de saúde. Se você convive com um queloide que coça, dói ou incomoda pela aparência, a avaliação dermatológica é o primeiro passo para entender o caso e montar um plano de tratamento individual, com acompanhamento em dermatologia clínica. Veja também as áreas de atuação da clínica.

Agende sua avaliação com a Dra. Pauline Lyrio

O queloide pode ser persistente, mas existem caminhos para controlá-lo e melhorar a qualidade de vida. Cada plano é definido após avaliação individual, respeitando as características da sua pele e da sua cicatriz.

Agende sua avaliação pelo WhatsApp: (27) 99707-0222.

Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista e Tricologista | CRM/ES 10809 | RQE 8532 | Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD). Formação em Tricologia, Cosmiatria, Laser e Procedimentos pelo Hospital Israelita Albert Einstein.​​

Cicatriz queloidiana elevada na pele — diagnóstico e tratamento de queloide em Vitória ES
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