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Benefícios do PDRN: DNA de salmão

  • 29 de mar. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 10 de jun.

Você já ouviu falar no PDRN, o famoso "DNA de salmão"? Ele é um ativo regenerador usado em procedimentos dermatológicos para melhorar a qualidade da pele — e, apesar do apelido curioso, tem base científica de verdade. A Dra. Pauline Lyrio explica abaixo o que é, como ele é usado no consultório e o que esperar.

O que é o PDRN?

PDRN é a sigla de polidesoxirribonucleotídeo, uma fração purificada de DNA obtida do sêmen do salmão. Esse material passa por um rigoroso processo de purificação e esterilização que remove proteínas — restando apenas os fragmentos de DNA com ação biológica. O PDRN é estudado há décadas na medicina regenerativa, especialmente em cicatrização de feridas, e nos últimos anos ganhou espaço na dermatologia estética como ativo de regeneração cutânea.

Como o PDRN é usado nos procedimentos?

Na prática clínica, um dos usos mais interessantes do PDRN é como drug delivery: procedimentos como o MMP (Microinfusão de Medicamentos na Pele), o microagulhamento e lasers fracionados — como o Lavieen — criam microcanais na pele por onde o ativo é carreado até o ponto de interesse, potencializando sua ação. Também existem apresentações injetáveis de polinucleotídeos, aplicadas como skinbooster regenerador, conforme a indicação.

Quais são os possíveis benefícios do PDRN?

Estudos publicados na literatura dermatológica descrevem três frentes principais de ação:

  • Regeneração da pele: o PDRN estimula a atividade dos fibroblastos, células que produzem colágeno e elastina — proteínas essenciais para a firmeza e a elasticidade da pele;

  • Ação antioxidante: ajuda a proteger a pele e a reparar danos causados pelos radicais livres, gerados por sol, tabagismo e poluição, fatores que aceleram o envelhecimento cutâneo;

  • Efeito calmante: propriedades anti-inflamatórias descritas em estudos fazem do PDRN um possível aliado em peles sensibilizadas ou com vermelhidão.

É importante dizer: os estudos sobre PDRN em estética ainda são, em sua maioria, de pequeno porte. Os resultados variam de pessoa para pessoa, e o ativo funciona melhor como parte de um plano de tratamento — não como solução isolada.

PDRN é para você?

A indicação depende do objetivo (textura, viço, fotoenvelhecimento, peles sensibilizadas) e da avaliação individual — incluindo histórico de alergias. Em consulta, a Dra. Pauline define se o PDRN entra no seu protocolo e em qual formato, dentro do conjunto de tratamentos de dermatologia estética em Vitória ES.

Perguntas frequentes sobre PDRN

O PDRN vem mesmo do salmão?

Sim. Ele é extraído do sêmen do salmão e passa por purificação que elimina proteínas e impurezas, restando uma fração de DNA estéril e biocompatível, produzida sob controle industrial.

PDRN é injetado ou aplicado sobre a pele?

Existem os dois formatos. No consultório, um uso frequente é a aplicação tópica imediatamente após procedimentos que criam microcanais (MMP, microagulhamento, laser), o chamado drug delivery. Apresentações injetáveis de polinucleotídeos também existem, com indicação definida em avaliação.

Quantas sessões são necessárias?

Não há número único: os protocolos costumam ser seriados e dependem do objetivo, da condição da pele e do procedimento ao qual o PDRN é associado. O plano é definido em consulta.

PDRN substitui bioestimuladores de colágeno?

Não. O PDRN trabalha regeneração e qualidade global da pele em camadas superficiais, enquanto bioestimuladores agem em planos mais profundos, com outra proposta. Em muitos casos, as estratégias se complementam.

Revisado por Dra. Pauline Lyrio — CRM/ES 10809 | RQE 8532 — Dermatologista e Tricologista. Última atualização: 10 de junho de 2026.

 
 
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