Criolipólise: entenda a polêmica da modelo Linda Evangelista


Quem aí não sofre com aquela gordurinha localizada que não some nem com dieta e atividade física?

Bom, a modelo Linda Evangelista, ícone de beleza no mundo da moda, não somente sofreu com as gordurinhas como, infelizmente, teve uma raríssima complicação após passar pela criolipólise, tratamento indicado para essa indesejável queixa.


Mas antes de condenar esse procedimento vamos entender como ele funciona.

É sabido que os adipócitos (células de gordura) são extremamente sensíveis a baixas temperaturas.


E é exatamente esse conceito que rege o tratamento da gordura localizada com a criolipólise.


A criolipólise é uma tecnologia que resfria a região tratada a baixíssimas temperaturas, promovendo a destruição das células de gordura visando à melhora do contorno corporal.


A meu ver, é padrão ouro para o tratamento de gordura localizada para aqueles que não querem se submeter à lipoaspiração. Daí surge seu primeiro grande benefício: ser um método não invasivo, ou seja, não há cortes, anestesia injetável ou injeção de substâncias.

Além disso, diferentemente de outros métodos, ela reduz o número de células de gordura, ao invés de somente reduzir o tamanho delas, o que é fantástico.


Uma sessão é capaz de eliminar em torno de 25% do tecido gorduroso da área tratada.

Mas, como todos os procedimentos estéticos, existem riscos.

Existem os riscos inerentes ao procedimento, ou seja, aqueles que esperamos, como, por exemplo, vermelhidão, inchaço ou dor no local e, em raros casos, a tal da Hiperplasia Adiposa Paradoxal (HAP).


Na HAP, ocorre o oposto do esperado! Ao invés de queimar a gordurinha, a região tratada fica dura com o aspecto do formato da ponteira e assim permanece. Essa complicação é passível de tratamento e o procedimento de escolha é a lipoaspiração.


Mas reforço que é muito mais provável ouvirmos por aí complicações decorrentes de má técnica, como queimaduras, manchas escuras ou cicatrizes. Isso está relacionado, geralmente, à calibração incorreta na temperatura do aparelho, ao tempo de tratamento inadequado e por utilizar de forma inapropriada da manta especial.


Antes de se submeter a este procedimento, verifique se o profissional está registrado em seu conselho, se possui qualificação e experiência, se o estabelecimento possui instalações adequadas e com seu alvará de funcionamento em dia e, por fim, esclareça todas as suas dúvidas antes de realizar o tratamento em questão.