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Por que os homens vão menos ao dermatologista (e o que isso custa à pele)

há 6 dias
6 min de leitura
Folhas de calendário acumuladas, calendário com um dia circulado, boné e óculos de sol sob o sol

Os homens vão menos ao dermatologista do que as mulheres — e esse atraso tem custo. A Academia Americana de Dermatologia (AAD) aponta que eles examinam menos a própria pele, se protegem menos do sol e procuram menos a avaliação médica. O reflexo aparece no câncer de pele: o diagnóstico tende a chegar mais tarde, quando o tratamento pode ser mais complexo.


Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 12 de outubro de 2026.


Por que os homens adiam a consulta com o dermatologista?

Não existe um motivo único, e sim um conjunto de hábitos que se repetem. Os mais comuns são:

  • "Só vou quando dói": a ideia de que médico é para doença instalada, e não para prevenção. Uma pinta que mudou raramente dói, e uma lesão que não cicatriza costuma ser ignorada por meses.

  • Pele vista como vaidade: muitos homens associam o dermatologista à estética e não à saúde — quando a especialidade cuida também de câncer de pele, infecções, alergias, doenças das unhas e do couro cabeludo.

  • Falta de tempo: trabalho, trânsito e rotina empurram a consulta para "o mês que vem", que vira o ano que vem.

  • Pouco costume de olhar o próprio corpo: costas, nuca, orelhas e couro cabeludo são áreas que o homem quase nunca vê — e estão entre as mais expostas ao sol.


Nenhum desses motivos é falta de cuidado proposital. São padrões culturais, e reconhecê-los é o primeiro passo para mudar a rotina.


O que esse atraso custa à pele?

O custo mais sério está no câncer de pele, principalmente no melanoma, o tipo menos frequente e mais agressivo. Segundo as estatísticas reunidas pela AAD para os Estados Unidos, o melanoma deve afetar 1 em cada 28 homens ao longo da vida, contra 1 em cada 39 mulheres. A mesma entidade observa que as taxas maiores entre os homens podem ser explicadas, em parte, pela menor proteção solar — e que os homens com melanoma, em geral, têm sobrevida menor que as mulheres.


Um estudo holandês publicado no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology ajuda a entender o porquê. Ao analisar 54.645 pacientes com melanoma diagnosticados entre 2000 e 2014, os pesquisadores viram que os homens chegavam ao diagnóstico mais velhos, com tumores mais espessos e mais frequentemente ulcerados, localizados sobretudo no tronco, na cabeça e no pescoço. Mesmo depois de corrigidas essas diferenças, o risco relativo de morte pela doença foi 1,37 vez o das mulheres. Os autores concluíram que campanhas de prevenção voltadas a perfis de risco específicos são necessárias.


A espessura do melanoma no momento do diagnóstico é um dos principais fatores do prognóstico — e é justamente o que o atraso aumenta. Por isso, perceber cedo uma lesão nova ou que mudou faz diferença. A página sobre câncer de pele em Vitória explica os tipos, os sinais de alerta e como é feita a avaliação.


Não é só o câncer de pele

O atraso também pesa em problemas mais comuns. A acne que persiste na vida adulta, a irritação e os pelos encravados da barba, a descamação da dermatite seborreica no rosto e no couro cabeludo, as micoses de pele e unha e as manchas e áreas ásperas causadas pelo sol tendem a piorar ou a se espalhar quando são tratadas por conta própria, com cremes indicados por amigos ou comprados sem orientação. Uma avaliação precoce costuma tornar o tratamento mais simples.


Quais sinais na pele pedem avaliação?

Segundo a AAD, merecem consulta qualquer mudança no tamanho, no formato ou na cor de uma pinta ou mancha, o surgimento de uma lesão nova e uma ferida que não cicatriza. Na prática, vale marcar avaliação quando você notar:

  • uma pinta diferente das outras, que cresceu, mudou de cor ou ficou irregular;

  • uma lesão que coça, sangra ou forma casca e não cura em algumas semanas;

  • uma área áspera e avermelhada que volta sempre no mesmo lugar, principalmente no rosto, nas orelhas, no couro cabeludo de quem tem calvície ou no dorso das mãos;

  • uma "bolinha" brilhante, perolada ou que sangra com facilidade;

  • coceira, descamação ou manchas que não melhoram com os cuidados básicos.


Quem trabalha ao ar livre, pratica esporte no sol, tem pele clara, muitas pintas ou histórico de câncer de pele na família merece atenção redobrada. Pedir a alguém de confiança para olhar as costas e a nuca, de tempos em tempos, ajuda a perceber mudanças nas áreas que você não enxerga.


Novembro Azul também é um bom momento para cuidar da pele

O Novembro Azul é a campanha de conscientização sobre a saúde do homem, com foco no câncer de próstata. Ele parte de uma ideia que vale para a pele: o homem tende a procurar o médico menos e mais tarde, e a prevenção depende de quebrar esse hábito. Se você já vai organizar os seus exames de rotina, vale incluir uma avaliação dermatológica na lista — sobretudo se nunca fez uma ou se a última foi há muito tempo.


Como é a consulta dermatológica para o homem?

A consulta começa por uma conversa sobre o motivo da visita, a rotina de exposição ao sol, o uso de protetor, os medicamentos em uso e o histórico pessoal e familiar. Em seguida, vem o exame da pele. Quando há pintas ou lesões suspeitas, a dermatoscopia — um exame feito com uma lente de aumento com luz própria — ajuda a analisar o que não aparece a olho nu. Se for preciso, a lesão pode ser biopsiada para confirmar o diagnóstico.


A consulta dermatológica é voltada às queixas de pele, como pintas, manchas, acne, lesões e irritações. A queda de cabelo e a calvície têm uma consulta própria, de tricologia, que pede tempo dedicado ao histórico capilar e ao exame do couro cabeludo — saiba mais na página de tricologia em Vitória e no post sobre entradas no cabelo e calvície.


A frequência das revisões depende de cada pessoa: o tipo de pele, o histórico de exposição ao sol e os antecedentes familiares definem o intervalo, como lembra a própria AAD. A conduta é sempre definida na avaliação individual. A página de dermatologia clínica em Vitória reúne as principais condições tratadas no consultório.


O que o homem pode fazer desde já pela pele

Os cuidados básicos são poucos e cabem em qualquer rotina:

  • Protetor solar todos os dias no rosto, nas orelhas, na nuca e, para quem tem calvície, no couro cabeludo — com reaplicação quando houver suor ou exposição prolongada.

  • Boné ou chapéu e óculos de sol no trabalho ao ar livre, no trânsito e no esporte.

  • Uma rotina simples de limpeza e hidratação, sem excesso de produtos — o post sobre skincare masculino mínimo mostra por onde começar.

  • Olhar a própria pele de tempos em tempos, com espelho e ajuda para as costas.

  • Evitar tratar por conta própria manchas, feridas e coceiras que não melhoram.


Perguntas frequentes

Homem precisa ir ao dermatologista mesmo sem nenhum problema na pele?

Uma avaliação de rotina faz sentido, principalmente para quem toma sol com frequência, tem pele clara, muitas pintas ou casos de câncer de pele na família. A consulta permite identificar lesões que passam despercebidas e orientar a proteção. A frequência das revisões é definida na avaliação individual.


A partir de que idade o homem deve fazer o exame da pele?

Não há uma idade única. O exame é indicado sempre que surgir uma lesão nova ou que mude, e a necessidade de revisões periódicas depende do risco de cada pessoa — tipo de pele, exposição ao sol ao longo da vida e histórico familiar. A dermatologista avalia o seu caso e indica o intervalo adequado.


Barba e lâmina causam problemas de pele?

Podem causar. Irritação, pelos encravados e foliculite após o barbear são queixas comuns, assim como a descamação da dermatite seborreica na região da barba. Quando o problema é frequente ou deixa manchas, vale avaliar a causa e a melhor forma de barbear para o seu tipo de pele.


O dermatologista só cuida de estética?

Não. A dermatologia trata doenças da pele, das unhas e do couro cabeludo — câncer de pele, infecções, alergias, acne, psoríase e muitas outras condições —, além dos procedimentos estéticos. Para o homem, a consulta clínica costuma ser a porta de entrada.


Pinta que não dói pode ser perigosa?

Pode. O melanoma em fase inicial costuma não doer nem coçar. O sinal de alerta é a mudança: uma pinta nova, que cresce, muda de cor ou de formato ou fica diferente das outras merece avaliação, mesmo sem nenhum sintoma.


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Faz tempo que você não mostra a pele a um médico? Agende sua avaliação com a Dra. Pauline Lyrio pelo WhatsApp (27) 99707-0222. O consultório fica no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, em Vitória (ES), e a avaliação médica individual define o diagnóstico e o cuidado de cada caso.

 
 
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