Micose em Vitória ES: tipos, diagnóstico e tratamento | Dra. Pauline Lyrio
Micose é o nome popular das infecções causadas por fungos na pele, nas unhas e no couro cabeludo. Coceira, descamação, manchas ou unhas grossas e amareladas estão entre os sinais mais comuns. Tem tratamento — e ele funciona quando o diagnóstico está certo e o tempo de uso é respeitado: de poucas semanas a cerca de um ano, conforme a área afetada.
Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — CRM/ES 10809 | RQE 8532 — Dermatologista e Tricologista, membro da SBD e da AAD. Última atualização: 28 de julho de 2026.
O que é micose?
Micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), são particularmente frequentes nos trópicos, onde calor e umidade oferecem as condições ideais para o fungo se desenvolver — exatamente o cenário de Vitória e da Grande Vitória.
Boa parte delas vem dos dermatófitos, fungos que se alimentam de queratina, a proteína da pele, dos pelos e das unhas. Ter fungo na pele não é sinal de falta de higiene: vários convivem com o corpo sem causar problema e só se multiplicam diante de um ambiente favorável — pele úmida por muito tempo, calor, atrito, queda de imunidade, diabetes descompensado ou antibiótico prolongado.
Os principais tipos de micose e como se manifestam
Pitiríase versicolor (pano branco)
Causada por fungos do gênero Malassezia, é comum em jovens e em pessoas de pele oleosa, com evolução crônica e recorrente. Provoca manchas descamativas no tronco, nos braços e no pescoço, nem sempre com coceira. O apelido "micose de praia" tem explicação: as manchas ficam mais evidentes quando a pele ao redor bronzeia e a área afetada não acompanha.
Tinha do corpo (impinge)
Lesões descamativas que crescem de dentro para fora, com borda bem delimitada e mais ativa que o centro, formando o desenho em anel; a coceira é o sintoma principal. Um alerta sobre a cor: a AAD (Academia Americana de Dermatologia) observa que, na pele clara, as placas tendem a ser vermelhas ou rosadas, enquanto na pele negra e parda costumam ser acastanhadas ou acinzentadas — o que às vezes atrasa o diagnóstico.
Tinha dos pés (frieira ou pé de atleta)
Atinge sobretudo as dobras entre os dedos, com descamação, fissuras, coceira e mau odor. Também aparece como descamação discreta na planta, que passa anos sem incomodar — e vai contaminando meias, calçados e as unhas.
Tinha da virilha
Lesões avermelhadas, descamativas e muito pruriginosas, que podem avançar para o abdome e as nádegas. É mais frequente em quem transpira muito, usa roupa justa ou fica com roupa úmida depois da praia — e costuma andar junto com a frieira: o fungo viaja do pé para a virilha ao vestir a roupa íntima.
Tinha do couro cabeludo
Acomete principalmente crianças em idade escolar, com área de descamação e falha de cabelo em que os fios se quebram rente à pele. É a forma que mais exige pressa: além de contagiosa entre colegas e irmãos, o tratamento tardio pode deixar cicatriz e falha definitiva — criança com descamação e queda de cabelo em placas precisa de avaliação rápida.
Onicomicose (micose de unha)
É a principal causa de alteração ungueal vista no consultório, segundo a SBD — rara na infância e mais frequente a partir dos 55 anos. A unha se descola do leito, engrossa, muda de cor e acumula material esfarelento por baixo, sobretudo nos pés. As demais alterações da unha estão na página sobre doenças das unhas.
Candidíase da pele e das dobras
Causada pela Candida, provoca placas avermelhadas, fissuras e ardência nas dobras naturais, além da paroníquia — o "unheiro", com inflamação ao redor da unha. O gatilho costuma ser o contato constante com água e produtos de limpeza, o diabetes ou o antibiótico prolongado.
O que favorece o aparecimento de micoses
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Calor e umidade constantes — pele molhada por muito tempo, roupa de banho úmida, chuveiros e vestiários compartilhados;
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Transpiração excessiva — quem convive com hiperidrose tem pés e dobras permanentemente úmidos, e o calçado fechado por muitas horas agrava;
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Andar descalço em vestiários, saunas e bordas de piscina;
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Compartilhar objetos pessoais, usar material de manicure sem esterilização adequada e traumatizar as unhas(corrida, futebol, sapato apertado);
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Diabetes descompensado, obesidade, má circulação e imunidade baixa;
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Idade — a AAD estima que cerca de 50% das pessoas acima de 70 anos desenvolvem micose de unha, em parte porque a unha cresce mais devagar.
A transmissão vem de outra pessoa, de animais (cães e gatos, principalmente) ou do solo. E há um detalhe pouco conhecido: escamas de pele contaminadas seguem infectantes por até 15 dias no ambiente, a 26 ºC, segundo a SBD — o que explica a reinfecção em casa e o retorno da micose pelo mesmo par de sapatos.
Nem toda mancha ou unha alterada é micose
Várias condições imitam micose — e o antifúngico não resolve nenhuma delas. As confusões mais comuns são com a dermatite seborreica, com o eczema da dermatite de contato, com a psoríase, com a foliculite e, nas manchas claras, com o vitiligo — que, ao contrário do pano branco, não descama.
Nas unhas o risco é maior: a AAD recomenda não prescrever antifúngico oral sem confirmação laboratorial, porque cerca de metade das unhas com suspeita de fungo não tem infecção fúngica. A SBD reforça que unha descolada pode vir do trauma repetido em quem corre ou joga bola, e unha grossa, de anos de sapato apertado. E uma mancha escura em uma única unha, que não melhora e destoa das demais, nunca deve ser tratada como micose por conta própria.
Como é feito o diagnóstico
Tudo começa pelo exame clínico: a Dra. Pauline Lyrio avalia o aspecto da lesão, sua distribuição, o tempo de evolução, os hábitos e a presença de outros focos — muitas vezes o paciente procura por causa da unha e a origem está na frieira entre os dedos. A dermatoscopia ajuda a examinar de perto pele, unha e couro cabeludo. Para confirmar:
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Exame micológico direto — a raspagem da lesão ou do material sob a unha é examinada ao microscópio, com resultado rápido;
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Cultura para fungos — identifica a espécie; demora mais, mas orienta o medicamento em casos resistentes ou atípicos;
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Lâmpada de Wood — luz ultravioleta que faz alguns fungos do couro cabeludo brilharem, com um limite importante: nem toda tinha fluoresce, e um exame sem brilho não descarta a infecção;
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Exames de sangue — para investigar fatores que favorecem a micose, como o diabetes, e acompanhar com segurança quem vai usar antifúngico oral, dentro do cuidado em dermatologia clínica.
Tratamento da micose: o que é usado e quanto tempo leva
Tratamento tópico
Antifúngicos aplicados na lesão — creme, spray, loção, xampu ou esmalte medicamentoso — resolvem a maioria dos quadros localizados na pele, uma a duas vezes ao dia por 15 a 30 dias, segundo a SBD. A terbinafina é o ativo mais específico para dermatófitos; os azólicos cobrem um espectro mais amplo.
Tratamento por via oral
Os comprimidos entram quando o quadro é extenso, atinge estruturas que o creme não alcança ou não respondeu ao tópico — terbinafina, itraconazol e fluconazol são os mais usados. Duas situações quase sempre pedem via oral: a tinha do couro cabeludo, porque o xampu não alcança o fungo dentro do fio, e a onicomicose extensa — a SBD indica associar a via oral quando mais de 30% de uma unha, ou várias unhas ao mesmo tempo, estão comprometidas. O antifúngico oral tem interações e exige acompanhamento médico.
Quanto tempo dura o tratamento
Depende da área. Os tempos médios indicados pela SBD são de 15 a 30 dias para corpo, pés e virilha; 90 dias para o couro cabeludo em crianças; seis meses para a onicomicose das mãos e cerca de um ano para a dos pés.
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Corpo, pés e virilha: 15 a 30 dias
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Couro cabeludo (crianças): cerca de 90 dias
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Unhas das mãos: cerca de 6 meses
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Unhas dos pés: cerca de 1 ano
A unha tem uma particularidade que confunde: o fungo pode já ter sido eliminado e a unha continuar feia — como descreve a AAD, a lâmina só recupera a aparência normal quando cresce por inteiro, o que leva um ano ou mais nos pés. Vale ainda o alerta da SBD: não se automedique — pomadas com corticoide disfarçam a lesão e ajudam o fungo a se espalhar.
Micose tem cura?
Sim. As micoses superficiais têm cura com o tratamento adequado. O que não existe é imunidade: quem já teve pode ter de novo se as condições que favoreceram o fungo continuarem presentes. Uma ressalva sobre o pano branco: mesmo com o fungo eliminado, a mancha pode permanecer mais clara — ou mais escura — por semanas a meses até a pele recuperar a cor uniforme, conforme a AAD — é parte da recuperação, não sinal de falha.
Por que a micose volta — e como evitar
A SBD lista como causas de falha a irregularidade no uso da medicação, problemas de absorção do remédio oral, a reexposição ao fungo e a resistência antifúngica. Na prática, o mais comum é o tratamento interrompido assim que a coceira passa. O que ajuda a manter a micose longe:
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Cumprir o tempo completo combinado na consulta, mesmo com a pele já aparentando estar boa;
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Descontaminar meias e calçados, que guardam o fungo e o devolvem ao pé tratado, e alternar os sapatos para que sequem;
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Tratar todos os focos ao mesmo tempo — de nada adianta cuidar da unha e deixar a frieira entre os dedos;
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Secar bem as dobras e o espaço entre os dedos, trocar a roupa úmida após a praia, usar chinelo em vestiários e piscinas, avaliar quem convive na casa (inclusive os animais) e controlar o diabetes.
Quando procurar um dermatologista
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Lesão que não melhora após duas a quatro semanas de tratamento na pele, ou que volta sempre;
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Criança com descamação e falha de cabelo no couro cabeludo — quanto antes, menor o risco de sequela;
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Unhas espessadas, descoladas ou com mudança de cor, sobretudo quando uma única unha destoa das demais;
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Lesões extensas, dolorosas, com pus ou vermelhidão que se espalha;
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Diabetes, problema de circulação ou imunidade baixa associados a qualquer lesão nos pés.
O último item merece destaque: a SBD alerta que a frieira entre os dedos funciona como porta de entrada para infecções bacterianas na perna, como a erisipela — risco concreto para quem tem diabetes ou dificuldade de retorno venoso.
Perguntas frequentes sobre micose
Micose é contagiosa?
Depende do tipo. As tinhas se transmitem pelo contato com pessoas ou animais infectados e pelo uso compartilhado de objetos — inclusive dentro de casa, o que explica os casos repetidos numa mesma família. Já o pano branco vem de um fungo da flora normal da pele e não é considerado contagioso.
Pomada comprada na farmácia resolve?
Pode resolver quadros pequenos e localizados, quando de fato se trata de micose. O problema é o palpite: se a lesão não for fúngica, o creme não faz efeito e o tempo passa; se atingir unha ou couro cabeludo, o tópico não alcança o fungo. E as pomadas que combinam antifúngico com corticoide mascaram a lesão e podem piorar o quadro.
Posso usar esmalte durante o tratamento da unha?
Depende do antifúngico prescrito, do tipo de esmalte e do estágio do tratamento — alguns esmaltes medicamentosos são, eles próprios, a medicação. Vale combinar na consulta: camadas de esmalte comum atrapalham a absorção e o acompanhamento da unha nova.
Por que a micose piora no verão?
Porque calor e umidade são exatamente o que o fungo precisa. No verão somam-se transpiração intensa, mais tempo em piscina e mar, roupa de banho úmida por horas e pés em calçado fechado depois da praia. A pitiríase versicolor fica ainda mais visível, quando a pele bronzeia e as manchas ganham contraste.
Tratamento de micose em Vitória e Grande Vitória
O atendimento acontece no consultório da Dra. Pauline Lyrio, no Centro da Praia Shopping — Av. Nossa Sra. da Penha, 570, 4º andar, sala 409, na Praia do Canto, em Vitória, com acesso fácil para quem vem de Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari. A avaliação considera o quadro, os focos associados e as condições de saúde que possam estar mantendo a infecção, e o plano é definido caso a caso, com o tempo de uso explicado desde o início.
Agende sua avaliação com a Dra. Pauline Lyrio
Se você convive com coceira, descamação, manchas ou unhas alteradas que não melhoram, a avaliação dermatológica esclarece se é micose e qual o tratamento adequado. Agende sua consulta pelo WhatsApp.
Dra. Pauline Lyrio — CRM/ES 10809 | RQE 8532. Dermatologista e Tricologista, graduada pela EMESCAM, com residência em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV) e formação pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 28 de julho de 2026.
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento das micoses devem ser definidos em avaliação individual.
