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Unhas fracas, quebradiças ou descamando: quando é micose e quando é hábito

  • 16 de jul.
  • 5 min de leitura

Unhas fracas, quebradiças ou que descamam em camadas nem sempre são micose. Na maioria das vezes, o problema vem do contato repetido com água e produtos de limpeza, do uso frequente de esmalte e acetona ou de pequenos traumas do dia a dia. A micose (onicomicose) tem sinais próprios, e só o exame confirma. Veja como diferenciar cada situação.

Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — CRM/ES 10809 | RQE 8532 — Dermatologista e Tricologista, membro da SBD e da AAD. Última atualização: 16 de julho de 2026.

Por que as unhas ficam fracas, quebradiças ou descamando?

Unhas frágeis são um problema comum: estima-se que atinjam cerca de 20% das pessoas, e são aproximadamente duas vezes mais frequentes em mulheres (revisão publicada em Dermatology and Therapy, 2019). O nome técnico para a unha que se parte em camadas na ponta é onicosquizia; quando ela ganha sulcos e fica quebradiça, fala-se em onicorrexe.

A causa mais comum não está "dentro" do corpo, e sim no dia a dia: o ciclo repetido de molhar e secar as mãos. A cada vez que a unha absorve água e depois seca, ela incha e encolhe, e essa variação enfraquece as camadas de queratina que a formam. Lavar louça, limpar a casa e o contato com produtos de limpeza estão entre os principais gatilhos. Causas internas, como a deficiência de ferro, existem, mas são bem menos frequentes.

Quando é micose (onicomicose)?

A onicomicose é a infecção da unha por fungos e costuma ter sinais que ajudam a diferenciá-la de um simples enfraquecimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a forma mais comum começa pelo descolamento da borda livre (onicólise): a unha se solta do leito, geralmente pelos cantos, e o espaço que fica embaixo acumula resíduos. Somam-se a isso o espessamento, a mudança de cor (amarelada, esbranquiçada ou acastanhada) e o acúmulo de uma massa de queratina sob a unha. Com o tempo, ela pode ficar quebradiça e esfarelar.

Um ponto decisivo: o diagnóstico não se faz apenas pela aparência. Psoríase, trauma e outras condições podem imitar a micose. Por isso, a confirmação depende de exame — o dermatologista raspa a unha e o material é analisado em laboratório (exame direto e cultura). Só a análise identifica o fungo e evita meses de tratamento equivocado. Entenda mais sobre o tratamento da micose de unha.

Quando é hábito ou trauma?

Uma pista simples: se as unhas das mãos estão fracas e as dos pés continuam firmes, isso aponta mais para uma causa externa do que para uma doença do organismo — que tenderia a afetar todas as unhas. Entre os hábitos e traumas que mais enfraquecem as unhas estão:

  • Lavar louça, limpar a casa e manusear produtos químicos sem luvas.

  • Uso frequente de removedores à base de acetona, que ressecam a lâmina.

  • Endurecedores e esmaltes em excesso, além de esmaltes em gel e alongamentos (fibra, acrigel), que exigem lixamento e remoção agressiva.

  • Roer as unhas (onicofagia) e usá-las como "ferramenta" para abrir ou raspar objetos.

  • Manicure com remoção forçada da cutícula e lixamento intenso.

Mudanças na cor e na superfície também podem ter origem em trauma. As manchas brancas, por exemplo, costumam estar mais ligadas a pequenas batidas do que à falta de cálcio — vale entender melhor o que são as manchas brancas nas unhas.

Esmalte, acetona e alongamento: o que realmente pesa

Usar esmalte de vez em quando não "estraga" as unhas, mas o uso contínuo, sem pausas, combinado a removedores com acetona tende a deixar a lâmina mais seca e propensa a descamar. Os alongamentos (gel, fibra, acrigel) pedem atenção redobrada: a preparação com lixa e a remoção, quando feitas de forma agressiva, afinam a unha natural. Unhas artificiais, além disso, não são recomendadas para quem já tem unhas frágeis ou tende a infecções por fungos, porque criam um ambiente favorável e podem mascarar sinais de doença. Dar intervalos entre as esmaltações e preferir uma remoção cuidadosa ajuda a lâmina a se recuperar.

Como fortalecer as unhas, com expectativa realista

Não existe fórmula mágica, e a paciência faz parte: a unha da mão cresce, em média, cerca de 3,5 mm por mês, e a do pé, cerca de 1,6 mm por mês (AAD). Ou seja, qualquer melhora aparece ao longo de meses, à medida que a unha nova cresce. Algumas medidas simples podem auxiliar:

  • Usar luvas nas tarefas com água e produtos de limpeza.

  • Hidratar as mãos e as unhas, especialmente depois de lavá-las.

  • Manter as unhas mais curtas enquanto se recuperam, reduzindo o risco de trauma.

  • Evitar remover a cutícula de forma agressiva, já que ela funciona como barreira de proteção.

  • Dar pausas no uso de esmalte e acetona.

Os suplementos são um caso à parte. Há alguma evidência de que a biotina possa auxiliar em unhas frágeis, mas os dados ainda são limitados, e a suplementação sem indicação não é recomendada — inclusive porque a biotina em excesso pode interferir em exames de sangue. Se a fragilidade for persistente, vale investigar causas como a deficiência de ferro. Tudo isso, porém, depende de avaliação, e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Quando procurar um dermatologista

Vale marcar uma avaliação quando a unha muda de cor, engrossa ou descola do leito; quando há dor, inchaço ou pus ao redor; quando o problema atinge várias unhas ou não melhora com os cuidados; ou quando você quer confirmar se é micose antes de iniciar qualquer tratamento. O dermatologista examina a unha, pode solicitar o exame que confirma (ou afasta) o fungo e orienta a conduta conforme a causa. Conheça o acompanhamento de problemas nas unhas na clínica. Tentar tratar micose "por conta própria" costuma atrasar o diagnóstico, e alguns tratamentos exigem receita e acompanhamento.

Perguntas frequentes sobre unhas fracas

Unha fraca é falta de cálcio?

Nem sempre. Ao contrário do que muita gente acredita, as unhas frágeis raramente têm relação com falta de cálcio. A causa mais comum é externa — água, produtos de limpeza e esmalte ou acetona em excesso. Algumas deficiências, como a de ferro, podem contribuir em certos casos, mas isso é avaliado individualmente.

Como saber se é micose ou só unha fraca?

A micose costuma vir com descolamento da borda, espessamento, mudança de cor e resíduos sob a unha, muitas vezes começando em uma ou poucas unhas (com frequência nos pés). A fragilidade por hábito tende a afetar as unhas das mãos, sem esses sinais. Ainda assim, só o exame laboratorial confirma — a aparência, sozinha, engana.

Esmalte em gel estraga as unhas?

O esmalte em gel em si não "estraga", mas a preparação com lixa e a remoção agressiva afinam a unha natural, e o uso contínuo sem pausas resseca a lâmina. Dar intervalos e fazer a remoção com cuidado ajuda a reduzir o dano.

Quanto tempo leva para a unha melhorar?

Como a unha cresce devagar (cerca de 3,5 mm por mês nas mãos), a recuperação é gradual e acontece à medida que a unha nova substitui a antiga — em geral, ao longo de alguns meses. Persistir nos cuidados e remover a causa é o que faz diferença.

Tomar biotina resolve?

A biotina pode auxiliar em alguns casos de unhas frágeis, mas a evidência é limitada e ela não funciona para todos. Suplementar por conta própria não é recomendado, até porque a biotina pode alterar resultados de exames de sangue. O ideal é avaliar a causa antes.

Avaliação em Vitória ES

Se suas unhas estão fracas, quebradiças ou descamando e você quer saber se é micose, trauma ou hábito, o caminho é uma avaliação que examine as unhas e, se necessário, confirme o diagnóstico com exame. O consultório fica no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, com fácil acesso para quem vem de Vila Velha, Serra e Cariacica. Agende sua avaliação com a Dra. Pauline Lyrio pelo WhatsApp.

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