top of page

Benefícios do Laser de Erbium, DUALMODE

22 de abr. de 2024
9 min de leitura

Atualizado: 3 de out.

Ilustração em corte da pele comparando o pulso curto e o pulso longo do laser de érbio

O laser de érbio — o laser de erbium, ou Er:YAG — é um laser ablativo: sua luz é absorvida pela água da pele e vaporiza camadas muito finas, com pouco calor ao redor. Pode auxiliar no tratamento de rugas finas, textura irregular e cicatrizes de acne; o modo duplo (dual mode) soma ablação e aquecimento.


Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 2 de outubro de 2026.


Este é um guia educativo sobre a tecnologia: como o érbio age, o que significa o modo duplo, para que ele costuma ser indicado e quais cuidados exige. A escolha entre o érbio, o CO₂ e outras tecnologias depende do tipo de pele, da queixa e do tempo de recuperação possível para cada pessoa — e é definida na avaliação médica individual.


O que é o laser de érbio (Er:YAG)?

O érbio:YAG é um laser infravermelho que opera em 2.940 nm, um comprimento de onda muito bem absorvido pela água — e a pele é rica em água. Segundo uma revisão publicada em 2026 no Lasers in Medical Science, essa absorção permite vaporizar o tecido quase instantaneamente, com pouco dano pelo calor, o que favorece o tratamento de rugas finas e da textura da pele. No laser de CO₂, de 10.600 nm, o calor se espalha mais e chega a camadas mais profundas, efeito que a mesma revisão associa às rugas profundas e à firmeza da pele.


Na prática, o érbio remove de fato uma camada fina da superfície — por isso é chamado de ablativo. Ele pode ser aplicado em toda a área tratada (a ablação total, o resurfacing clássico) ou de forma fracionada, em colunas microscópicas intercaladas com pele íntegra, o que encurta a recuperação. Para ver como ele se encaixa entre as outras tecnologias, consulte o guia de tipos de laser dermatológico.


Érbio:YAG não é o mesmo que érbio-vidro

O nome “érbio” aparece em dois lasers diferentes, e a confusão é comum. O érbio:YAG, de 2.940 nm, é ablativo. Já o érbio-vidro, que opera em 1.540 ou 1.550 nm, é não ablativo: aquece colunas da pele sem remover a superfície, como descreve uma meta-análise de 2026 do Lasers in Medical Science que comparou os dois com o CO₂. Por isso, “laser de érbio”, sem o complemento, não diz sozinho qual tratamento está sendo proposto — e a recuperação muda bastante de um para o outro.


O que significa “dual mode” no laser de érbio?

O érbio clássico usa pulsos muito curtos, que vaporizam a pele com precisão e quase nenhum aquecimento. Isso dá controle fino sobre a profundidade, mas o pulso curto coagula pouco: o sangramento durante o procedimento é maior e o efeito térmico na derme, limitado. Os aparelhos de érbio de modo duplo — o “dual mode” — passaram a emitir também pulsos longos, de baixa energia, que aquecem a derme, ajudam a controlar o sangramento e promovem retração do tecido. Estudos publicados no Dermatologic Surgery, no Aesthetic Plastic Surgery e no Journal of Drugs in Dermatology descrevem esses equipamentos como capazes de combinar, na mesma sessão, o modo de ablação e o de coagulação.


Com pulsos mais longos, o érbio se aproxima do efeito térmico do CO₂ sem perder o controle da profundidade. O preço é o do próprio calor: um estudo com pacientes de fototipo III ou superior, publicado no Lasers in Surgery and Medicine, observou alterações de pigmentação mais frequentes e mais duradouras à medida que o pulso ficava mais longo — e apontou o dano térmico do pulso longo como o principal fator.


“DualMode” também é usado comercialmente, como nome de módulo de érbio em plataforma de laser. O princípio é o mesmo, mas ponteiras, energias e modos disponíveis variam de um equipamento para outro — o que vale para um aparelho não vale automaticamente para outro.


Quais são os benefícios do laser de érbio?

Os benefícios do érbio vêm da renovação controlada da pele: ao vaporizar uma camada fina e estimular a cicatrização, ele pode auxiliar na melhora da textura e de algumas marcas. Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem da indicação correta, dos parâmetros escolhidos e dos cuidados depois do procedimento.


Rugas finas, textura e fotoenvelhecimento

É a indicação clássica do érbio: linhas finas, aspereza e irregularidade da superfície da pele envelhecida pelo sol. Na revisão de 2026 citada acima, estudos que trataram um lado do rosto com érbio fracionado e o outro com CO₂ fracionado mostraram melhora das rugas com os dois lasers, sem diferença significativa entre eles. Para rugas profundas, a mesma revisão associa o CO₂, cujo calor chega mais fundo; e, na flacidez, as tecnologias de referência são as que levam calor à profundidade, como o ultrassom microfocado e a radiofrequência.


Cicatrizes de acne

O érbio é uma das opções para as cicatrizes atróficas — as marcas afundadas que a acne deixa. Uma meta-análise publicada em 2026 no Lasers in Medical Science reuniu cinco estudos comparativos, com 130 pacientes analisados, entre o CO₂ fracionado e os lasers à base de érbio (érbio:YAG e érbio-vidro): o CO₂ teve maior chance de melhora acima de 50%, mas causou mais dor e uma recuperação, em média, cerca de 3,7 dias mais longa; nas manchas pós-inflamatórias, não houve diferença significativa. Os próprios autores ressaltam que os estudos eram pequenos e de acompanhamento curto — e a vantagem do CO₂ perdeu significância quando a análise ficou restrita aos estudos randomizados.


Na prática, não existe um laser ideal para toda cicatriz: a escolha equilibra o tipo de cicatriz, o fototipo e o tempo de recuperação aceitável. Segundo a Academia Americana de Dermatologia (AAD), o laser pode deixar a cicatriz menos visível, mas não a elimina, e o tratamento das cicatrizes costuma começar depois que a acne está controlada. O microagulhamento e a radiofrequência microagulhada — que a AAD considera seguros para todos os tons de pele — são alternativas frequentes, sozinhos ou combinados.


Lesões superficiais benignas — sempre depois do diagnóstico

Como vaporiza o tecido camada por camada, o érbio também pode ser usado para remover lesões benignas e superficiais da pele, e o pulso longo ajuda a controlar o sangramento. Em casos selecionados, é usado até no rinofima — o espessamento do nariz que pode acompanhar a rosácea. A regra, porém, não tem exceção: nenhuma lesão deve ser tratada com laser sem diagnóstico. Pintas, “verrugas” e manchas que mudaram precisam primeiro de avaliação dermatológica, com dermatoscopia quando indicada — tratar sem diagnóstico pode atrasar a identificação de um câncer de pele. Para entender por que lesões parecidas pedem condutas diferentes, veja como diferenciar verruga de queratose seborreica.


O que é a “chuva de érbio” (chuva de erbium)?

“Chuva de érbio” é um nome popular, não um termo técnico — por isso, o que está por trás dele pode variar de um lugar para outro. Em geral, o nome é usado para sessões de érbio mais superficiais, voltadas para poros, textura e viço da pele. Quando feita com érbio:YAG, mesmo superficial, é um procedimento com laser ablativo: a pele pode ficar avermelhada e sensível nos dias seguintes, exige proteção solar rigorosa e segue as mesmas contraindicações dos demais tratamentos com érbio. Para poros e textura, há também opções não ablativas, como o laser de túlio para poros e textura.


Érbio ou CO₂: qual a diferença?

Os dois são lasers ablativos que miram a água da pele, mas o comportamento do calor muda o efeito e a recuperação:

Característica

Érbio:YAG

CO₂

Comprimento de onda

2.940 nm

10.600 nm

Ação do calor

Vaporiza com pouco calor residual

O calor se espalha mais e chega mais fundo

Uso mais associado

Rugas finas, textura e cicatrizes de acne

Rugas profundas, cicatrizes de acne e firmeza

Cicatrizes de acne (meta-análise de 2026)

Lasers à base de érbio, em conjunto: menor chance de melhora acima de 50%, com menos dor e recuperação mais curta

Maior chance de melhora acima de 50%, com mais dor e recuperação mais longa

Manchas pós-inflamatórias

Risco presente, maior em pele morena

Risco presente, maior em pele morena

Em resumo: o CO₂ tende a ter efeito mais intenso, e o érbio, recuperação mais rápida. Qual deles — ou se algum deles — faz sentido depende da queixa, do fototipo e da rotina de cada pessoa.


Pele morena pode fazer laser de érbio?

Pode, com cautela e seleção cuidadosa do caso. O principal risco dos lasers ablativos em pele morena é a hiperpigmentação pós-inflamatória — a mancha escura que pode surgir semanas depois do procedimento. Uma revisão sistemática publicada em 2026 no Lasers in Medical Science, com 13 estudos e 2.010 casos de laser no rosto, apontou essa mancha como a complicação mais relatada, concentrada nos fototipos IV a VI, e os lasers ablativos — CO₂ e érbio:YAG — como os de maior risco de cicatriz e de infecção. Para esses pacientes, os autores recomendam parâmetros conservadores, testes em pequenas áreas e proteção solar rigorosa.


Em Vitória, onde muitos pacientes têm pele morena e o sol é intenso o ano inteiro, essa conta pesa ainda mais — e, segundo a AAD, pele bronzeada ou queimada de sol impede o tratamento. Quem tem melasma também precisa de avaliação cuidadosa antes de qualquer laser que provoque inflamação na pele.


Como é a recuperação depois do laser de érbio?

A recuperação depende da profundidade e do modo usado. Depois de um tratamento ablativo, a pele fica avermelhada, pode descamar e formar pequenas crostas enquanto se regenera. A vermelhidão é esperada e tende a durar mais quando o tratamento é mais profundo ou usa pulsos longos. Os tratamentos fracionados costumam ter recuperação mais curta que a ablação total, porque a pele íntegra entre as colunas acelera a cicatrização.


Nesse período, os cuidados combinados na consulta fazem diferença: limpeza suave, hidratação, nada de sol e retorno no prazo. A AAD lembra que, depois do laser, a pele precisa ser protegida do sol até cicatrizar e que, no tratamento de cicatrizes, o resultado pode levar meses para aparecer. Orientações gerais estão em cuidados após procedimentos estéticos.


Antes do laser: o que contar na avaliação

Uma boa avaliação começa pelo histórico. A AAD orienta informar ao dermatologista, entre outros pontos:

  • herpes labial recorrente — pode ser preciso usar um antiviral preventivo;

  • doenças como o diabetes e o hábito de fumar — a AAD recomenda parar de fumar pelo menos 2 semanas antes do laser;

  • medicamentos e suplementos em uso — alguns, como a vitamina E e o ácido acetilsalicílico, podem atrasar a cicatrização, e a suspensão de qualquer remédio só deve ser feita com orientação médica;

  • cosméticos com retinoide ou ácido glicólico, que costumam ser suspensos de 2 a 4 semanas antes;

  • tratamentos de acne usados nos últimos dois anos — alguns medicamentos aumentam o risco de efeitos indesejados quando o procedimento é feito durante o uso ou logo depois.


Também conta o que você espera do tratamento e quanto tempo de recuperação cabe na sua rotina — é com essas respostas que a indicação é definida.


Perguntas frequentes

Laser de érbio dói?

Pode haver desconforto durante a sessão, e a anestesia é definida na avaliação. Na meta-análise de cicatrizes de acne citada acima, a dor relatada foi menor com os lasers à base de érbio do que com o CO₂ fracionado.


Quantas sessões são necessárias?

Depende da queixa, da profundidade e do modo usado — o número de sessões é definido na avaliação. Nos estudos de cicatrizes de acne reunidos na meta-análise de 2026, os protocolos variaram de uma a quatro sessões. Segundo a AAD, pode ser preciso mais de uma sessão, e o resultado aparece aos poucos.


O laser de érbio trata melasma?

Não é o tratamento principal. Segundo a AAD, a base do tratamento do melasma é a proteção solar com medicamentos aplicados na pele; alguns estudos mostram que lasers e luzes podem melhorar o resultado de quem já segue esse tratamento. Como a inflamação de um laser ablativo pode deixar manchas, sobretudo em pele morena, a decisão é sempre individual. Saiba mais sobre o tratamento do melasma.


Depois do laser de érbio posso tomar sol?

Não até a pele cicatrizar — e, depois disso, só com fotoprotetor diário. Segundo a AAD, o sol sobre a pele ainda em recuperação pode deixar novas marcas, e a pele bronzeada ou queimada impede o tratamento. Em Vitória, vale planejar o procedimento para um período em que seja possível evitar praia e sol intenso nas semanas seguintes.


Avaliação dermatológica em Vitória ES

Antes de escolher um aparelho, o ponto de partida é o diagnóstico: qual é a queixa, qual o fototipo, o que já foi tratado e quanto tempo de recuperação cabe na sua rotina. No consultório, a Dra. Pauline Lyrio avalia a pele e indica o tratamento entre as tecnologias disponíveis para textura, cicatrizes e rejuvenescimento — como o laser de túlio Lavieen, o microagulhamento e a radiofrequência microagulhada; quando a indicação mais adequada for outra tecnologia, a avaliação orienta o caminho.


O consultório fica no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, em Vitória, e atende pacientes de toda a Grande Vitória, de segunda a sexta, das 08:00 às 18:00.


 
 
bottom of page