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Tratamento de olheiras vasculares em Vitória ES

20 de jan. de 2022
8 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Olheiras vasculares têm tom arroxeado, azulado ou avermelhado e aparecem quando os vasos transparecem pela pele fina abaixo dos olhos. Elas pedem uma abordagem diferente das olheiras pigmentadas e das profundas, e o primeiro passo do tratamento de olheiras em Vitória ES é identificar o tipo.


Conteúdo revisado por Dra. Pauline Lyrio — Dermatologista · CRM/ES 10809 · RQE 8532. Especialização em Tricologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Membro da SBD e da AAD. Última atualização: 7 de outubro de 2026.


A seguir, como reconhecer cada tipo de olheira — vascular, pigmentada e profunda —, por que elas aparecem e o que pode ajudar em cada caso. Os tipos se misturam com frequência, e isso explica por que um tratamento isolado nem sempre resolve. São orientações gerais: a avaliação individual define o que vale para você.


Vascular, pigmentada ou profunda: como diferenciar

“Olheira” é um nome popular para achados diferentes, e cada um deixa pistas próprias. Estudos de classificação se apoiam em três observações simples: a cor, o que acontece quando a pele é esticada e o efeito da luz direta.

  • Vascular: tom azulado ou arroxeado, às vezes com veias finas visíveis, ou avermelhado, com pequenos vasos no canto interno da pálpebra inferior. Ao esticar levemente a pele, a cor tende a ficar mais evidente.

  • Pigmentada: tom marrom ou acastanhado, por excesso de melanina, muitas vezes numa faixa curva que acompanha a borda do osso abaixo do olho e pode chegar à pálpebra de cima. Ao esticar a pele, a cor não muda.

  • Profunda (estrutural): não é mancha, e sim sombra — formada pelo sulco entre a pálpebra e a bochecha ou por bolsas abaixo dos olhos. Com luz direta no rosto, a sombra diminui ou desaparece.


É o raciocínio do teste de estiramento da pálpebra, descrito num estudo publicado no Indian Journal of Dermatology: se a olheira piora ao esticar a pele, pesa o componente vascular; se melhora, a flacidez; se não muda, o pigmento. Diante do espelho e com boa luz, dá para ter uma pista — mas, como os componentes costumam aparecer juntos, a confirmação vem na consulta.


Por que as olheiras vasculares aparecem

A pele da pálpebra inferior está entre as mais finas do corpo e quase não tem gordura por baixo: fica praticamente colada ao músculo que contorna o olho. Por isso, o que está embaixo aparece — a rede de pequenos vasos e o próprio músculo, com o sangue dando à região o tom azulado ou arroxeado. Veias mais calibrosas que passam sob os olhos também podem contribuir, segundo revisões publicadas no Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery e nos Annals of Dermatology.


Outro mecanismo é o depósito de hemossiderina, um pigmento derivado do sangue que se acumula quando pequenas quantidades de hemácias extravasam dos vasos da região. Alguns fatores costumam acentuar o quadro:

  • Alergias respiratórias: a rinite alérgica pode congestionar as veias ao redor dos olhos.

  • Sono e cansaço: a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) inclui os distúrbios do sono entre os fatores ligados às olheiras.

  • Tabagismo: segundo a SBD, o cigarro prejudica a oxigenação e a circulação e danifica os pequenos vasos da região dos olhos.

  • Envelhecimento: com o tempo, a pele afina e perde elasticidade, o que deixa a vascularização ainda mais aparente.


Como tratar as olheiras vasculares

A abordagem é individual e costuma combinar recursos:

  • Controle do que congestiona e irrita: tratar a rinite ou outra alergia com o médico que a acompanha, evitar coçar e esfregar os olhos e cuidar do sono.

  • Cuidados tópicos: cremes com cafeína podem ajudar quando há vasos aparentes e inchaço — segundo a revisão do Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery, um estudo controlado com placebo mostrou que um gel de cafeína penetra a pele da pálpebra inferior e reduz o inchaço e a pigmentação local. Retinoides, que estimulam o colágeno e melhoram a qualidade da pele fina, também podem entrar, sempre com prescrição, porque irritam a região com facilidade.

  • Preenchimento com ácido hialurônico: quando a pele fina se soma a um sulco, o gel aplicado em plano profundo pode suavizar a sombra e camuflar parte da transparência — é o mesmo princípio do preenchimento facial, adaptado à região dos olhos. Ele não trata o vaso em si.

  • Lasers voltados aos vasos: lasers que têm a hemoglobina como alvo — como o laser de corante pulsado e o Nd:YAG de pulso longo, este descrito para veias aparentes sob os olhos — são estudados para o componente vascular, em geral em mais de uma sessão. Quando há indicação, a avaliação orienta o encaminhamento.

  • Camuflagem: corretivos com pigmento de cor complementar ajudam a neutralizar o tom no dia a dia — a mesma revisão coloca a maquiagem entre as opções menos invasivas.


Nenhum desses recursos apaga a olheira vascular de vez: o objetivo é atenuar, com cuidados de manutenção, e os resultados variam de pessoa para pessoa.


Olheiras pigmentadas: quando a cor vem da melanina

Nas olheiras pigmentadas, o escurecimento é marrom ou acastanhado e vem do acúmulo de melanina, o pigmento da pele. O componente familiar é forte: a SBD lembra que a olheira tem traços familiares, e num estudo publicado no Indian Journal of Dermatology 63% dos pacientes com olheira tinham casos na família. O sol estimula a produção de pigmento e piora o quadro — em Vitória, com sol forte o ano inteiro, a fotoproteção da região dos olhos faz parte de qualquer plano.


Outras origens possíveis:

  • Atrito e dermatites: coçar e esfregar os olhos — comum em quem tem dermatite atópica ou dermatite de contato — inflama a pele e pode deixar uma mancha residual, a hiperpigmentação pós-inflamatória.

  • Melasma: as manchas do melasma podem alcançar a região ao redor dos olhos e pedem o tratamento próprio da condição, com controle do sol e dos demais gatilhos.

  • Medicamentos: segundo a revisão do Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery, anticoncepcionais orais e colírios com análogos de prostaglandina, usados no tratamento do glaucoma, podem aumentar a pigmentação da região. Nunca suspenda um remédio por conta própria: leve a dúvida a quem o prescreveu.

  • Procedimentos mal indicados: lasers e peelings também podem escurecer a pele em vez de clarear — a revisão dos Annals of Dermatology descreve esse escurecimento depois de procedimentos estéticos como mais frequente e mais intenso em peles mais escuras.


O tratamento combina fotoproteção diária — com protetor adequado à área dos olhos, chapéu e óculos escuros — e ativos clareadores prescritos individualmente, como arbutina, ácido azelaico e retinoides. Esses ativos levam tempo para mostrar efeito e podem irritar a pele sensível ao redor dos olhos. Em casos selecionados, procedimentos entram no plano: entre as tecnologias para manchas, o laser Lavieen pode ser considerado caso a caso, com cautela redobrada em peles morenas.


Olheiras profundas: quando a olheira é sombra

Nas olheiras profundas, também chamadas estruturais, não há mancha: o escuro é sombra. Ela nasce do sulco entre a pálpebra inferior e a bochecha — o “vale das lágrimas” — e pode vir de uma anatomia herdada, já visível em pessoas jovens, ou da perda de osso e de gordura que acompanha o envelhecimento e o emagrecimento. Bolsas de gordura que se projetam abaixo dos olhos aprofundam o sulco e reforçam a sombra.


Para esse componente, o preenchimento com ácido hialurônico tornou-se um dos tratamentos de escolha, segundo a revisão do Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery: o gel repõe volume no sulco, suaviza a sombra e pode ser dissolvido com hialuronidase, se necessário. Como o procedimento é feito está no post sobre preenchimento de olheiras — e, como nem todo mundo se beneficia, vale entender quem é bom candidato ao preenchimento.


Quando há flacidez e rugas finas na região, recursos que estimulam o colágeno, como a radiofrequência microagulhada, podem ser considerados — a indicação é definida na avaliação.


Por que a avaliação é essencial

Cada pessoa tem uma combinação de fatores, e nem toda olheira arroxeada responde igual. Tratar só o vaso quando o que predomina é a sombra, ou tentar clarear uma sombra como se fosse pigmento, costuma frustrar — como resume a revisão dos Annals of Dermatology, é preciso identificar a causa antes de iniciar o tratamento, e a mesma pessoa pode ter mais de uma.


Na consulta, a Dra. Pauline Lyrio examina a região com boa iluminação, observa como a cor e a sombra se comportam quando a pele é esticada e pergunta sobre alergias, sono, medicamentos, hábitos e casos na família. Coceira, vermelhidão ou descamação nas pálpebras indicam uma dermatite, que precisa ser tratada primeiro — senão o atrito continua escurecendo a pele. Quando a história sugere, o olhar se estende a condições gerais, como a anemia, que estudos de classificação incluem entre as causas associadas às olheiras.


Vale procurar avaliação se a olheira mudou de aspecto recentemente, se vem acompanhada de inchaço persistente, coceira ou descamação, ou se os cuidados que você já usa não têm ajudado.


Perguntas frequentes

Olheira vascular tem cura?

Pode ser bastante atenuada, mas tende a depender de cuidados contínuos, já que está ligada à espessura da pele e à circulação da região. A revisão dos Annals of Dermatology observa que não há consenso sobre um tratamento padrão e que faltam estudos baseados em evidência que sustentem as opções disponíveis — por isso o plano combina recursos e é ajustado com o tempo. Os resultados variam.


Laser ou preenchimento para olheira vascular?

Depende do que predomina — e muitas vezes os dois se complementam. O preenchimento atua no volume e pode camuflar parte da transparência quando há sulco; os lasers voltados aos vasos miram a vascularização em si. A avaliação define a combinação adequada e, quando o laser vascular é indicado, orienta o encaminhamento.


Creme resolve olheira vascular?

Dificilmente sozinho. Cremes com cafeína podem ajudar no inchaço e na aparência dos vasos, e ativos que melhoram a qualidade da pele complementam o plano, mas nenhum creme corrige um sulco nem elimina vasos aparentes. Prefira produtos próprios para a área dos olhos e, se arder ou irritar, suspenda e converse com a sua dermatologista.


Olheira escura pode ser melasma?

Pode. O melasma às vezes alcança a região ao redor dos olhos e se confunde com a olheira pigmentada. A diferença importa: o melasma é crônico, piora com o sol e pede tratamento e manutenção próprios. Manchas deixadas por dermatites ou pelo hábito de coçar também imitam a olheira — a avaliação esclarece qual é o caso.


Rinite alérgica piora a olheira?

Pode piorar. Na rinite alérgica, o inchaço da mucosa do nariz dificulta o retorno do sangue e favorece a congestão das veias sob os olhos — a revisão dos Annals of Dermatology descreve esse padrão sobretudo em crianças que respiram pela boca, e a SBD também cita a respiração pela boca entre os fatores das olheiras. Quando a alergia vem com coceira, o hábito de esfregar os olhos inflama a pele e pode deixar manchas. Tratar a alergia com o médico que a acompanha e evitar coçar os olhos ajudam a reduzir o problema.


Tratamento de olheiras em Vitória e região

A avaliação é feita pessoalmente pela Dra. Pauline Lyrio, que identifica o tipo de olheira — ou a combinação de tipos — e define com você um plano realista, com os recursos indicados para o seu caso.


O consultório fica no Centro da Praia Shopping, na Praia do Canto, em Vitória, e atende pacientes de toda a Grande Vitória, de segunda a sexta, das 08:00 às 18:00.



Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico do tipo de olheira e a indicação de cada tratamento dependem de avaliação individual, e os resultados variam de pessoa para pessoa.

 
 
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